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Cultura


Aos 9 anos, bailarina avança na rigorosa seletiva do Bolshoi Brasil

Desde 2019, a lafaietense participa de festivais organizados pela Escola de Ballet Dom Pedro II e pelo Núcleo de Dança e Arte Carol Trindade



Foto: Divulgação


Ana Gabriela Ribeiro Eugênio tem apenas 9 anos

O ballet clássico é um estilo de dança que exige, desde cedo, coordenação motora, percepção corporal e disciplina rigorosa. Não é comum que uma criança transite com tanta propriedade por essas exigências técnicas e emocionais, mas Ana Gabriela Ribeiro Eugênio desafia essa expectativa: aos 9 anos, é a única representante de Lafaiete aprovada na pré-seleção da Escola de Ballet Bolshoi no Brasil, referência nacional na formação clássica.

A notícia que transformaria a rotina da família Eugênio chegou como muitos sonhos chegam hoje: por meio de uma postagem nas redes sociais. Maria Clara, de 18 anos, irmã mais velha de Ana Gabriela, viu o anúncio sobre audições em Varginha, no sul de Minas. Incentivadora constante, conversou com os pais, mostrou a irmã e fez a inscrição. Pouco tempo depois, Ana conquistava um feito inédito.

A Escola de Ballet Bolshoi no Brasil realiza suas audições em duas fases. Com a aprovação em Varginha, a jovem bailarina seguirá para a etapa final em Joinville (SC), onde será submetida a avaliações em dois dias: no primeiro, exames médicos e fisioterápicos; no segundo, provas artístico-musicais e cognitivas. Essas avaliações são essenciais para suportar a rotina exigente de uma escola que segue os padrões da companhia russa de mesmo nome.

Apesar da pouca idade, Ana Gabriela acumula experiência. “Desde 2019, participo de festivais organizados pela Escola de Ballet Dom Pedro II e pelo Núcleo de Dança e Arte Carol Trindade. Em 2022, comecei a competir representando essas instituições com coreografias em grupo e solo. Já recebi várias premiações”, relata.

A orientação técnica vem de nomes locais, como a professora Ana Carolina Trindade (a “Tia Carol”), que acompanha Ana desde os 3 anos, e da bailarina Maria Luiza Faria (a “Coxinha”), ex-aluna da mesma escola e referência para Ana desde os seus primeiros passos no ballet. A família também tem papel fundamental no suporte à jovem bailarina, buscando equilibrar a rotina intensa de treinos com a formação escolar.

“Com o apoio da minha mãe, Graça, do meu pai, André, e da minha irmã, Maria Clara, organizo meu dia para evoluir no ballet e nos estudos. No futuro, quero me tornar bailarina profissional e promover eventos que valorizem o amor à dança para todas as pessoas, independentemente de qualquer condição”, conclui.

 




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Postado por Rafaela Melo, no dia 06/07/2025 - 18:20


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