Nos últimos anos, a ciência tem voltado seus olhos para duas substâncias que, apesar de diferentes em origem e função, vêm demonstrando uma sinergia notável quando atuam juntas no corpo humano: a irisina e a melatonina. Ambas têm sido objeto de inúmeros estudos que revelam seu potencial em promover saúde metabólica, longevidade e bem-estar geral. E sobre elas que vou falar um pouco mais na coluna de hoje!
O que é a irisina?
Descoberta em 2012, a irisina é um hormônio produzido pelos músculos durante a prática de exercícios físicos. Por isso, é frequentemente chamada de “hormônio do exercício”. Ela atua transformando o tecido adiposo branco (que armazena gordura) em tecido adiposo marrom, responsável por queimar energia e gerar calor. Esse processo auxilia no controle do peso corporal, melhora da sensibilidade à insulina e redução do risco de doenças metabólicas, como diabetes tipo 2 e obesidade.
Além disso, a irisina também exerce efeitos protetores sobre o sistema nervoso central, favorecendo a neurogênese (formação de novos neurônios) e contribuindo para a melhora da memória, do humor e da função cognitiva.
E a melatonina?
A melatonina, por sua vez, é produzida pela glândula pineal, principalmente à noite, e é conhecida como o “hormônio do sono”. Sua função principal é regular o ritmo circadiano, ou seja, o nosso ciclo de sono e vigília. No entanto, seus benefícios vão muito além disso: a melatonina é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório natural, com papel importante na proteção celular, regulação imunológica e saúde cardiovascular.
Estudos recentes apontam que a irisina e a melatonina atuam de forma complementar. Enquanto a irisina é liberada durante o dia, como resposta à atividade física, a melatonina é secretada à noite, durante o repouso. Essa alternância cria um ciclo virtuoso de regeneração e equilíbrio:
Além disso, ambas as substâncias têm efeitos neuroprotetores, auxiliando na prevenção de doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. Pesquisas indicam que a melatonina pode potencializar os efeitos da irisina no cérebro, favorecendo a plasticidade neuronal e melhorando a comunicação entre as células nervosas.
A interação entre irisina e melatonina mostra que corpo ativo e sono de qualidade caminham lado a lado quando o objetivo é manter o equilíbrio e prevenir doenças. Manter uma rotina de exercícios regulares durante o dia e boas práticas de higiene do sono à noite, como evitar luzes artificiais fortes, reduzir o uso de telas e respeitar horários fixos para dormir, é a melhor maneira de estimular naturalmente a produção dessas duas moléculas.
Mais do que hormônios, irisina e melatonina representam a harmonia entre o movimento e o descanso, entre o dia e a noite, um lembrete de que o corpo humano funciona em ciclos e que respeitá-los é essencial para viver com mais energia, saúde e equilíbrio.
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Escrito por Nayara Costa, no dia 13/10/2025