Entenda como a alimentação pode ajudar a modular inflamações, equilibrar a coagulação e melhorar as chances de uma gestação saudável
A atriz Mariana Rios emocionou o Brasil ao compartilhar sua luta para engravidar e as perdas gestacionais causadas pela trombofilia, uma condição que afeta a coagulação do sangue e pode trazer riscos tanto para a fertilidade quanto para a gestação. Mas o que pouca gente sabe é que a nutrição funcional pode ser uma grande aliada na jornada de quem convive com a trombofilia.
A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida, como nos casos da síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF). Em ambos, há um risco aumentado de formação de coágulos, o que pode comprometer a circulação uterina e placentária, resultando em abortos de repetição, pré-eclâmpsia, parto prematuro e até tromboses em outros órgãos.
E aí entra a nutrição funcional: a gente não trata só o sintoma, a gente trata a raiz.
Homocisteína alta: precisamos melhorar a metilação.
Pacientes com trombofilia geralmente têm polimorfismos genéticos como o MTHFR, que dificultam a conversão de ácido fólico em sua forma ativa. Uma homocisteína elevada é pró-trombótica e inflamatória. Nutrientes como B12 metilada, metilfolato, B6 e colina são fundamentais nesse processo. E mais importante ainda: na forma ativa, nada de ácido fólico sintético.
Inflamação alta: a dieta precisa ser anti-inflamatória de verdade.
Uma alimentação rica em ultraprocessados, óleos refinados e açúcar gera um ambiente inflamatório que só piora a situação. Aposte em uma dieta rica em peixes gordurosos, azeite de oliva, vegetais verdes-escuros, cúrcuma, gengibre e frutas vermelhas.
Ômega-3: o queridinho da coagulação equilibrada.
O EPA e o DHA ajudam a modular a inflamação e ainda têm efeito antiagregante plaquetário suave, ajudando na circulação. Mas não adianta qualquer ômega — tem que ter procedência, pureza e dose certa.
Cuidado com o excesso de ferro e cobre.
Esses minerais em excesso podem piorar o estresse oxidativo e a coagulação. Avaliar com exames funcionais e personalizar a suplementação é o caminho. Nutrição não é “achismo”.
Probióticos e intestino: o time invisível do sistema imune.
Sabia que o intestino regula boa parte da nossa resposta imunológica e inflamatória? Um intestino permeável pode agravar reações autoimunes como a SAAF. Por isso, cuidar da microbiota também é parte do protocolo.
Conclusão:
A trombofilia não precisa ser uma sentença. Com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e um olhar nutricional funcional, é possível equilibrar o organismo, modular a inflamação e favorecer uma gestação saudável.
Se você está tentando engravidar ou tem histórico de perdas gestacionais, procure um profissional que entenda a complexidade da sua história. Nutrição é ciência aplicada com empatia.
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Escrito por Gabrielle Ribeiro, no dia 07/08/2025
Gabrielle Ribeiro
Nutricionista especializada em Saúde da Mulher
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