Política


Lafaiete participa de Audiência Pública na ALMG em defesa do emprego



Foi realizada nesta quinta-feira, dia 9, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Audiência Pública com a finalidade de debater soluções viáveis para a manutenção de postos de trabalho nas empresas produtoras de ferroligas e silício metálico do Estado.

O governo federal editou a MP 677, que poupa grandes indústrias eletrointensivas do Nordeste de aumento na tarifa de energia que poderia mais do que triplicar o custo do insumo a partir do dia 30 do ultimo mês. Na lista de 12 beneficiadas estão companhias como Vale, Braskem e Gerdau, que possuem contratos com a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco), subsidiária da Eletrobras. Atualmente, todas elas compram energia da estatal a cerca de R$ 100 o megawatt-hora (MWh) em contratos de fornecimento que venceram na terça-feira (30). Com o fim do acordo, as empresas ficariam sujeitas a renegociar parte de seu abastecimento elétrico no mercado livre de energia, onde o preço atualmente é R$ 388 o megawatt-hora (MWh). Porem tal MP somente beneficia os Estados do Nordeste e o consenso pautado na Audiência Pública é que os efeitos da MP também venham a ter vigência no Estado de Minas Gerais, beneficiando diretamente cidades produtoras de ferroligas como Conselheiro Lafaiete, Ouro Preto e Barbacena.

O Secretario de Desenvolvimento Econômico de Lafaiete e presidente do Conselho Estratégico de Desenvolvimento Econômico do Alto Paraopeba - CEDECAP -Alessandro Dalla Vedova representou o prefeito Dr. Ivar.

Segundo Dalla Vedova o debate foi importante no sentido de ter conseguido a união de forças, inclusive antagônicas, em prol da ampliação dos benefícios da MP 677 também para Minas Gerais. “A edição da MP 677 foi equivocada ao não contemplar Minas Gerais e por conseguinte não manter o emprego de centenas de trabalhadores que hoje vivem na incerteza do futuro próximo. A administração de Ivar vai participar ativamente desta articulação de defesa do emprego em Minas Gerais e principalmente em Conselheiro Lafaiete, onde se tem uma unidade da Vale Manganês parada”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Outro lafaietense que atuou ativamente na construção da Audiência Pública foi o advogado do Sindicato dos trabalhadores metalúrgicos de Ouro Preto, Renato Lisboa, que considerou a abertura dos debates para o âmbito estadual acertada. “No início pensamos apenas em debater a situação das unidades da Vale que estão hibernadas em Lafaiete, Ouro Preto e Barbacena, porém logo percebemos que o problema atingia o Estado todo e o debate ampliado traria mais efeito do que se fosse realizado apenas regionalmente. Agora estamos preparando para atuar na Audiência Pública na Câmara dos Deputados em Brasília onde já temos o nosso requerimento aprovado e estamos esperando apenas a confirmação da data para também articularmos um evento de mobilização impactante em defesa do emprego em Minas Gerais”, finaliza Lisboa.




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Escrito por Rafaela Melo, no dia 10/07/2015


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