Questão de sinceridade



A pressão sofrida pelo alcaide municipal ao longo desses meses de governo pode ser explicada pelas inúmeras falas dele, que acabaram por gerar uma grande expectativa na população.
O prefeito abriu sua "caixa de ferramentas" e prometeu coisas e obras que até podem acontecer, mas daqui a alguns anos; não agora. Zé demonstrou ter muitos projetos para a cidade, mas esqueceu-se de cronometrar o prazo. A população entendeu que tudo - os projetos anunciados - iriam acontecer da noite para o dia e aí começaram as pressões, vindas de todos os lados, de todos os setores. Ninguém poupou o prefeito, que acabou, como ele próprio disse, sofrendo na mente e no próprio corpo - ele declarou ser hipertenso - as consequências destas "cacetadas".


A simplicidade do discurso e, sobretudo, o diálogo sincero e a atitude de admitir os erros publicamente são o melhor caminho, não só para o prefeito, mas para todos os seres humanos. Milton precisa agora - e nós torcemos por ele - estabelecer um cronograma de obras, anunciá-las em doses homeopáticas e, aí sim, recuperar a credibilidade do discurso. Sabemos que muita coisa boa aconteceu, vem acontecendo, e vai se concretizar, mas é preciso prudência e calma na hora do anúncio.


Aquele velho e popular discurso de que em "boca fechada não entra mosquito" precisa tornar-se a máxima da atual gestão; as obras precisam ser anunciadas depois dos projetos prontos e, principalmente, quando as licitações e os contratos estiverem prontos para serem assinados. Do contrário, as pressões irão aumentar e as falas cairão no "vazio da incompreensão humana". É uma questão de sinceridade.

 


Escrito por Arquivo, no dia 17/05/2010