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Câncer de mama: saiba quais são o fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce



Você sabia que o câncer de mama é um dos tipos de câncer que mais acomete as mulheres? Por isso, se cuidar e ficar atenta aos sinais é importante para preveni-lo e combatê-lo. O mastologista da Clínica da Mulher, Haroldo Eiji, explica sobre a doença, seus fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce.

Detectar o câncer de mama em seu estágio inicial aumenta o sucesso do tratamento. Assim, mulheres de 40 a 49 anos devem realizar o exame clínico das mamas e da mamografia, conforme indicação da equipe de saúde e protocolos de rastreamento.

Já as mulheres de 50 a 69 anos, a mamografia deve ser feita de dois em dois anos, se o resultado estiver normal. O SUS disponibiliza o exame das mamas para essa faixa etária. Segundo o mastologista da Clínica da Mulher, Haroldo Eiji, esse é o único exame que, se realizado periodicamente, consegue reduzir a mortalidade em decorrência da doença em até 20%.

“O diagnóstico se dá, principalmente, a partir do rastreamento, porque o câncer de mama é uma doença que chamamos de silenciosa. Então, quando está nos estágios iniciais, não conseguimos detectar a partir da apalpação da mama e de exames físicos; ele não provoca nenhum sintoma que chama muita atenção. A mamografia possibilita que a gente descubra alterações que não são perceptíveis no exame físico. Então, nódulos menores de 1 cm e microcalficicações, que são apresentações do câncer de mama, são diagnosticados pela mamografia”, explica, dizendo que o primeiro câncer que acomete a população feminina, e também a masculina, é o câncer de pele.

Em seu estágio avançado, o câncer de mama provoca alterações perceptíveis, entre elas, nódulos, endurecimento de alguma região da mama, retração da mama, pele com aspecto de casca de laranja, alterações na auréola do mamilo e secreção no mamilo.

Fatores de risco

O câncer de mama é uma doença multifatorial, de acordo com Haroldo. No entanto, existem alguns fatores de risco importantes, como: parentes de primeiro grau que têm/tiveram a doença (mãe, irmã, filha); consumo de álcool e cigarro; e obesidade.

A faixa etária que é mais acometida pela doença é após os 50 anos, o que não significa que não possa ocorrer em mulheres mais novas. No entanto, esses casos acontecem em menor proporção. “Recomendamos o autoexame para todas as mulheres e, na percepção de alguma alteração palpável, endurecimento da mama ou nódulo, deve-se procurar assistência médica. Mas são casos mais raros”, pontua Haroldo, explicando que, nesses casos, o histórico familiar também deve ser considerado.

Redução de riscos

Além da realização da mamografia, algumas medidas podem ser tomadas para reduzir o risco de câncer de mama, como ter uma alimentação saudável, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e praticar exercícios físicos. A doença tem risco reduzido em mulheres que tiveram filhos e que amamentaram, pelo menos, de seis meses a um ano.

Outubro Rosa

Neste mês, Congonhas se mobilizou para o Outubro Rosa. A equipe da Clínica da Mulher ministrou palestras sobre a prevenção dos cânceres de mama e do colo de útero nos grupos Renascer de Terceira Idade, de Crochê e Bordado do Lar das Operárias de São José e POP da Terceira Idade. Também orientaram servidores públicos, em parceria com os departamentos de Gestão de Pessoas e de Recursos Humanos. Já na sexta-feira, 25, fizeram uma intervenção no Terminal Rodoviário.

Nas unidades básicas de saúde, foram realizadas caminhadas, palestras e atividades educativas. A população recebeu orientações sobre autocuidado, rotinas de mamografias, autoexame das mamas e empoderamento feminino.

Na UBS do Santa Mônica, por exemplo, as usuárias participaram de aula de zumba, palestra sobre saúde da mulher e empoderamento feminino, além de oficinas de maquiagem, turbantes e design de sobrancelhas. Outro exemplo foi a unidade do Pires, que promoveu atividade física para as mulheres.

 




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Escrito por Redação, no dia 27/10/2019


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