Saúde


Isabela Lemos estreia coluna sobre endocrinologia no Jornal CORREIO

Assuntos ligados à especialidade estarão sempre em pauta, na busca pela orientação e mudança consciente de hábitos


É normal ver quem está acima do peso procurar um endocrinologista, depois de já ter tentado fazer as pazes com a balança mudando a alimentação. Afinal, o problema pode estar no funcionamento irregular da glândula tireoide. Mas o que muita gente não sabe é que a área de atuação desse profissional é muito mais ampla. Isso porque essa especialidade médica trata os hormônios do nosso organismo (substâncias químicas que regulam quase todas as funções do corpo). Para citar algumas doenças comumente diagnosticadas por ele, pode-se mencionar, além da obesidade, osteoporose, andropausa, diabetes, insuficiência renal, distúrbios da puberdade, do crescimento, menstruais e até nervosismo e insônia. E é exatamente por isso que, a partir dessa edição, a doutora Isabela Augusta de Castro Lemos passa a integrar nosso quadro de colunistas.
E o nosso papo aqui começa pelos riscos do diabetes e a importância da prevenção: “O ideal é evitar que o problema se instale e fique mais difícil de tratar. A partir do momento em que o paciente tem o diagnóstico de diabetes, ele já tem um risco muito maior de ter as complicações, que podem ser nos olhos, rins, pés, chegando a um aumento de risco de infarto e derrame. Se for possível evitar a evolução da diabetes no paciente (através de mudança na alimentação, per­da de peso e mudanças de hábitos alimentares, cortando açúcares, excesso de carboidratos,) pode-se evitar o surgimento e complicações da doença”, alerta.
A proposta é que, ao ler a coluna, as pessoas possam receber informações sobre os problemas mais comuns e que, no entanto, ainda são desconhecidos por muitos: “Às vezes, o paciente não sabe que tem um problema na tireoide, mas, ao ler a coluna, pode identificar alguns sintomas e buscar uma ajuda profissional. Outro exemplo são dietas, já que endocrinologia é uma especialidade muito procurada para perda de peso. As pessoas têm muitas dúvidas sobre o que funciona ou não, e até sobre o uso de medicações. Ajudaremos a diferenciar o que é bom e o que funciona do que não é bom e do que não deve ser feito. Como exemplo, os anabolizantes, que muitas pessoas usam e não sabem os riscos desse produto, ou do uso incorreto de medicação para emagrecer”, situa Isabela Lemos.
Bem orientado, o leitor estaria mais apto, inclusive, a seguir os tratamentos de maneira mais disciplinada: “Médico não faz milagre, infelizmente. Se o paciente não fizer sua parte, nem o melhor médico do mundo terá resultado. Mas esse paciente só segue uma orientação médica, só muda um hábito, se ele entende o porquê de tal coisa. Se o diabético não entende o porquê de não poder comer açúcar, ele vai continuar comendo e tomando remédio. Só que não funciona assim. Mudanças são feitas de maneira consciente e só elas podem trazer a real qualidade de vida e saúde”.

Prevenção para pé diabético: evento gratuito

A neuropatia ou pé diabético, como é conhecido, é a causa de amputação mais comum no Brasil. Por isso, é considerada um problema de saúde pública. A boa notícia é que é possível se prevenir. E mais: haverá um evento gratuito, voltado exatamente para identificação e orientação, aqui mesmo, em Lafaiete: “Esse evento já é realizado anualmente na Santa Casa de Belo Horizonte, como parte do programa da residência médica e dos eventos anuais que a Sociedade Brasileira de Diabetes promove. São cuidados específicos com o pé, que muitos pacientes não fazem e não tem a oportunidade de fazer”, detalha Isabela Lemos.
Como as consultas médicas têm um foco e esse diagnóstico pode exigir tempo, o pé nem sempre é avaliado pelo endocrinologista: “Tentamos abordar isso no consultório, identificando quem tem neuropatia (acometimento dos nervos dos pés e das pernas pelo diabetes) e quem não tem. Mas nesse evento, haverá algumas palestras para o paciente entender o que é o pé diabético, que é a forma leiga de nos referirmos à neuropatia diabética. Vamos falar sobre como prevenir e, no caso de quem já possui neuropatia, o que precisa ser feito para prevenir que uma lesão ou um machucado que evolua para algo mais grave, inclusive a amputação. Normalmente, os pacientes diabéticos têm medo de dependerem da hemodiálise e ficarem cegos, mas a neuropatia é a mais comum”, alerta a endocrinologista.
O evento será realizado dia 10 de agosto, das 9h às 13h, na Clínica Rauen, e se destina a todos os pacientes que têm interesse, aos familiares de pacientes ou pessoas que cuidam de diabéticos. Haverá palestras, pausa para o lanche e avaliação prática dos pés de todos os pacientes que tenham interesse em ser avaliados. Serão três estações de avaliação e uma de orientação e cuidados, além de uma de avaliação da circulação de sangue das pernas e nos pés. “Temos o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes, que ajudará na realização. O evento tem um número limitado de 100 inscrições. Por isso, é necessário fazer a confirmação da inscrição pelo telefone da clínica Rauen”.

Sobre a Isabela Lemos

Graduada em medicina pela Faculdade de Ciências Medicas de Minas Gerais com residência de Endocrinologia e Metabologia na Santa Casa de Belo Horizonte. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).

Serviço

Evento de prevenção e cuidados
com o pé diabético
Endereço: rua Horácio de Queiroz, 103, Centro
Dia: 10/8/19
Horário: 9h às 13h
Inscrições pelo telefone: 3721-4056
Evento gratuito. Inscrições limitadas.




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Escrito por Redação, no dia 20/07/2019


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