Polícia


Central já bloqueou quase 15 mil celulares roubados e furtados

Iniciativa da Secretaria de Justiça e Segurança Pública facilita inutilização de uma das principais moedas de troca do crime; roubo de celular já apresenta queda de 28% em Minas


A Central de Bloqueio de Celulares do Estado de Minas Gerais (Cbloc) está celebrando um ano de operação nesta semana. A iniciativa, que desburocratizou o processo de bloqueio de aparelhos para o cidadão após serem furtados ou roubados, já inutilizou quase 15 mil celulares, diminuindo o valor de mercado destes produtos no mundo do crime, principalmente no que diz respeito à receptação. A Central de Bloqueio é um sistema que pode ser utilizado por qualquer mineiro de forma gratuita e fácil, já que para bloquear o celular e proteger dados pessoais como fotos ou caminhos de GPS salvos, ele só precisa do número da linha, e não mais do IMEI – identificação internacional do equipamento móvel.

Após o registro da ocorrência, o cidadão deve ir até a página da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e, em menos de três cliques, realizar a inutilização do celular. Há também a vantagem para o cidadão da ampliação das chances de ele ter o seu celular de volta, caso ele seja encontrado pelas autoridades policiais, se ele tiver sido identificado e bloqueado na plataforma Cbloc.

Para o subsecretário de Inteligência e Atuação Integrada da Sejusp, coronel Etevaldo Caçadini, a inutilização do aparelho, via Central de Bloqueios, reflete diretamente na criminalidade. “A Cbloc é importante porque atende as pessoas lesadas na ponta da linha e ainda inibe a ação criminosa. Os criminosos estão pensando duas vezes antes de praticar qualquer tipo de roubo ou furto no estado, já que o produto será inutilizado”.  O coronel Caçadini também ressalta o “empenho das forças de segurança do Estado, que têm trabalhado para divulgar o serviço para a população, principalmente no interior, o que tem contribuído, e muito, para o sucesso do projeto”, celebra.

Devido a esse esforço conjunto, as ocorrências de roubo de celulares em Minas já apresentam uma redução de 28% em relação aos primeiros cinco meses do ano passado. De janeiro a junho de 2018, foram 20.052 registros, contra 14.343 no mesmo período de 2019.  

Evitando a receptação

 

Para potencializar o efeito da inutilização do aparelho com resultados para a Segurança Pública, a Cbloc faz, pelo site da Sejusp, o bloqueio de equipamentos cujo registro da ocorrência tenha acontecido até 48 horas antes. Essa é uma forma de ampliar a chance de a inutilização do celular acontecer ainda enquanto o equipamento estiver nas mãos do criminoso e receptador.

Qualquer cidadão, entretanto, pode pedir o bloqueio do aparelho, mesmo passado as 48 horas do registro da ocorrência. Para isso, basta comparecer a uma unidade da Polícia Militar ou Civil e fazer a solicitação.

Vale ressaltar que apenas o aparelho celular é bloqueado por meio da Cbloc. O cidadão não perde o número da linha ou qualquer benefício junto à operadora, se assim desejar. O bloqueio da linha, inclusive, por não se tratar de procedimento de Segurança Pública, deve seguir o trâmite normal hoje utilizado pelo dono do celular que foi roubado ou furtado: o contato junto a cada operadora.

 

Aparelhos vindos de roubo de cargas


A Cbloc ainda busca inibir o roubo de celulares que ainda não foram vendidos para os consumidores, para dar uma resposta também ao mercado clandestino que se alimenta desse tipo de ação.

 

O serviço, disponibilizado na página da Sejusp, permite que lojistas e transportadores bloqueiem, de forma on-line, aparelhos que foram subtraídos em crimes de roubo de carga, por exemplo. Para estes aparelhos, que ainda não estão vinculados a uma operadora em específico, o sistema dá a opção de bloqueio por meio do IMEI, que fica disponível nas notas fiscais das compras e cargas.

 

Desbloqueio de celulares

No caso de recuperação dos aparelhos roubados ou furtados por autoridades policiais, será realizado contato com o proprietário. Ele, então, deverá se dirigir à unidade policial solicitada para retirada do celular, mediante preenchimento do Termo de Restituição. A autoridade será a responsável, por meio de sistema próprio, pela realização do pedido de desbloqueio do aparelho via Anatel.

Crédito (fotos): Divulgação Ascom/Sejusp




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Escrito por Redação, no dia 10/07/2019


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