Cultura


Guardiã de costumes, moral e sociedade, Loja Maçônica Estrela de Queluz completa 120 anos



Fundada em 13 de junho de 1899, a Loja Maçônica Estrela de Queluz comemorou seus 120 anos em um jantar realizado, na sede, no dia 15, que contou a presença de representantes do Grande Oriente de Mi­nas Gerais. Na ocasião, foram celebradas várias conquistas, entre as quais, o fato de a Loja ser uma das pioneiras no estado a instituir a Fraternidade Feminina, marco que aproximou as famílias da instituição, que sempre foram preservadas e enaltecidas pelos maçons.
Membro da maçonaria há 40 anos, Carlos Alberto Salim Camargos foi venerável da loja por três vezes e destacou que uma de suas preocupações foi aproximar a família: “Era uma instituição era fechada, hermética, mantendo a tradição de proibição da presença de mulheres. No dia 23 de dezembro de 1983, institui, contra o pensamento da maioria, a Fraternidade Feminina”, lembra.
Para Carlos, Lafaiete foi pioneira neste feito. “A Fraternidade Feminina ganhou tan­to corpo que aqueles que se opunham passaram a defender ardentemente. A notícia da existência dela se expandiu, assim como o trabalho que fazem. Outras lojas no estado, e fora dele, também decidiram integrar as mulheres e foram nos pedindo regulamento e forma de trabalho. A Maçonaria é uma sociedade séria, filosófica, que se dedica ao aperfeiçoamento moral e material da humanidade, em que a família é preservada e enaltecida, então pedia a presença delas”, afirma.
O venerável mestre da Loja Maçônica Estrela de Queluz, Iraci Ribeiro, explicou que, ao contrário do que muitos pensam, a Maçonaria não é uma religião: “Se a pessoa não crer em Deus, não pode ser maçom. Não nos prendemos à religião, pode ser protestante, batista, crente, católico, o que for, a única coisa é que tem que acreditar em um ser supremo, que costumamos chamar de Grande Arquiteto do Universo (G.a.d.u.). Somos uma instituição filantrópica e todas as entidades que pedem socorro, nós verificamos e, de acordo com as nossas posses, a gente atende. Defendo a seguinte tese: família, trabalho e maçonaria, porque sem família, a pessoa não é maçom e sem trabalho não se consegue ajudar o próximo”.
Grão-mestre Adjunto do Grande Oriente de Minas, Vanderlei Geraldo de Assis afirmou que o aniversário da Estrela de Queluz é um marco para a instituição: “A Maçonaria começou a ser divulgada há 300 anos, em 1717, na In­glaterra. Então, ter uma loja no Brasil comple­tando 120 anos é interessante, pois é praticamente a metade do tempo da Maçonaria existente no mundo. A cidade que tem uma loja maçônica, tem também uma guardiã dos costumes, da moral, da sociedade. Não há preconceito de cor, de raça ou de religião, congrega a todos”.
Ainda segundo o grão-mestre, a instituição, hoje, está mais voltada para as políticas sociais, que envolvem os para-maçônicos que são as Fraternidades Femininas, as Filhas de Jó e Demolay. “São jovens que praticam filantropia e beneficência, para que sejam adultos responsáveis. Elas conhecem as instituições da cidade e ficam sabendo suas necessidades e, por meio dessas demandas, buscamos ajudar a todos”.

Fundadores da Loja Maçônica Estrela de Queluz

José Marques Caldeira
Achiles Armond Coutinho
Cesar Tofani
Oseas de Carvalho
Vital Racioppe
Antonio Leoncio de Souza
João Gonçalves Leonardo
Delphino Bittencourt
Francisco Dioges Baeta

Serviço

Loja Maçônica Estrela de Queluz
Endereço: avenida Furtado,
175, São Sebastiao
Telefone: (31) 3761-2214

 

 




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Escrito por Redação, no dia 05/07/2019


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