Saúde


Lafaiete registra mais de 12 casos de dengue por dia

Chikungunya já pode ter contaminado seis pessoas; descuido com a prevenção tem fortalecido as doenças


Filas de espera em hospitais, faltas ao trabalho e transtornos de todo tipo fizeram parte da rotina do lafaietense no mês de maio. Segundo dados da Gerência de Vigilância Epidemiológica de Lafaiete, só no 5º mês do ano foram registrados nada menos que 385 casos suspeitos de dengue – o equivalente a 12,4 registros por dia. Somando aos números de janeiro a junho, são 817: 38 em janeiro, 29 em fevereiro, 42 em março, 258 em abril, 385 em maio e 65 até 19 de junho. Só a título de comparação, durante todo o ano de 2017, a cidade contabilizou 80 notificações (17 positivos e 63 descartados). Em 2018 foram 106 (26 positivos e 80 descartados).
Conforme situa o gerente da Vigilância Epidemiológica, Diogo Dias Silva, o Ministério da Saúde classifica como casos prováveis de dengue aqueles que já foram confirmados e os casos em investigação. Dessa forma, até o dia 19 de junho, foram 396 casos prováveis (68 positivos e 328 em investigação). Dos 68 casos confirmados, 31 são autóctones (tiveram a infecção contraída no município) e 37 importados (possivelmente contraídos fora da cidade).
E nem adianta fechar a cara e colocar a culpa na vizinhança porque, na maioria das vezes, o problema está bem debaixo do nosso nariz. De acordo com Diogo Dias Silva, os dados do último LIRAa mostraram que a maioria dos focos está dentro das residências, em depósitos móveis (vasos, frascos com água, pratos, pingadeiras, recipientes de degelo, bebedouro em geral, pequenas fontes ornamentais) e em materiais de construção. “A Secretaria Municipal de Saúde recomenda que o morador reserve, na semana, pelo menos 10 minutos para o combate”, reforça.
Isso porque, de acordo com o Instituto Osvaldo Cruz, o mosquito transmissor da dengue, vírus Zika, chikungunya e Febre Amarela vive e se reproduz dentro e ao redor das nossas casas. “Agindo uma vez por semana na limpeza de criadouros, a população interfere no desenvolvimento do vetor, já que seu ciclo de vida, do ovo ao mosquito adulto, leva de 7 a 10 dias. Com uma ação semanal, é possível impedir que ovos, larvas e pupas do mosquito cheguem à fase adulta, freando a transmissão dessas doenças”, instrui.
O gerente da Vigilância Epide­mio­lógica destaca que os bairros com maior número de casos da doença registrados são o São Dimas, São Sebastião, Paulo VI, Santa Terezinha, Santa Matilde, São João, Queluz, Rochedo, Progresso, Campo Alegre, Lourdes e Resende, mas os focos estão presentes por praticamente toda a cidade. “Não há uma concentração em um bairro específico. Há registro de casos suspeitos em diversos bairros, entre eles: São Dimas, São Sebastião, São João, Albinópolis, Santa Matilde, São Judas Tadeu, Gigante, Resende, Manoel de Paula, Santa Terezinha, Lima Dias, Manoel Correia, Quinta das Flores, Angélica, Campo Alegre, Triângulo, Sion e Centro”, lista.

Município notifica seis casos de chikungunya

Até o momento, segundo a PMCL, nenhum caso de dengue evoluiu para uma forma mais grave. Também não houve registro de contaminações de zika vírus, mas já foram notificados seis casos de chikungunya, sendo um positivo e cinco em investigação. A chikungunya é uma doença viral, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. No Brasil, o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre amarela, são vetores em potencial da doença. Seu nome significa "aqueles que se dobram", em referência à aparência curvada dos pacientes atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia (1952 – 1953).
Assim como a dengue, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos. Os sintomas são clinicamente semelhantes aos da dengue: febre alta, dor muscular intensa, dor de cabeça, enjoo, fadiga e manchas avermelhadas pelo corpo. O que difere as duas doenças, porém, são as fortes dores nas articulações (poliartrite). Caso perceba algum dos sintomas citados, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e não use medicamentos sem orientação médica. Os sintomas são tratados com medicação para a febre e as dores articulares. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.




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Escrito por Redação, no dia 25/06/2019


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