Opinião


Quem sabe no próximo verão



Não gosto de olhar para os homens. Os homens de hoje são meros espectadores. Penso que, outrossim, sou mero observador. Não encontro almas em abundância. Nada pode me animar. Os amigos da esquina escondida farfalharam, bravatearam os outros amigos “’do clube da esquina”. Tenho na profundidade da alma, que os veteranos estão tombando um a um. Já não existem certezas. Ao que se me apresenta, existem pouquíssimas chances de uma redenção. Ainda, assim, tento gostar do ócio, de toda inutilidade que fica na face dos governantes. Pitoresco, acima de qualquer verdade, é a abominável capacidade de enganarem-se a si mesmos e principalmente a horda, tribo errante, esse bando indisciplinado, essa caterva que desfila pelos palácios apregoando entenderem estar tudo bem. Os exageros da supremacia “bolsonarista”, da supremacia “chavista", enfim, dos brancos e bem entendidos seguidores do “istas” não nos permitem réplicas. Qualquer assunto fica prá depois do café da manhã, do almoço e do jantar. Qualquer assunto que seja de interesse geral, enfim, sucumbe de cansaço. Esse absolutismo de cara e roupagem nova se prima pela vivissecção das almas e corpos e mentes dos opositores dessa balbúrdia, que sendo um governo inútil de cem dias, mais se assemelha à guerra dos cem anos. Na verdade é uma dissecação feita sob o império da força cabulando uma fragilizada escolha popular errante. Se anatômica, já ocorre nos porões das mansardas, via de acordos e mais acordos. Pode ser que seja uma operação congênere realizada nas pessoas para o estudo de fenômenos fisiológicos que os incitam a não aceitação de que “a mesa está posta e cada coisa em seu lugar”. Quem sabe no próximo verão as mentes e corpos apropriados estejam sob o manto da verdade, da serenidade e do bem comum.




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Escrito por Redação, no dia 17/05/2019


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