Região


29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras será realizada em Carandaí



A 29ª Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras será realizada em Carandaí, na Região Sul, no dia 1° de maio. Organizada pela Dimensão Sociopolítica da arquidiocese, a edição deste ano terá como tema “Em nossa organização, a semente da transformação”.

A equipe de organização esteve reunida no Centro de Pastoral da Paróquia de Sant’Ana, em Carandaí, para revisar os trabalhos já encaminhados. Durante o encontro, o grupo confirmou a realização de um tríduo preparatório para a Romaria nos dias 28 a 30 de abril na cidade. A integrante da equipe de organização, Leci Nascimento, explica que este tríduo será uma forma de preparar as pessoas para a romaria e de conscientizar a todos sobre os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Outra atividade que foi confirmada na reunião é o Seminário Regional,  que será realizado no dia 1° de setembro. “Ele será fruto da Romaria. Um espaço para estudo da Carta Encíclica do Papa Francisco sobre a ecologia integral e o cuidado da casa comum, a Laudato si”, disse Leci.

No dia 1° de maio, a concentração para a Romaria será a partir das 8h no Parque de Exposição Prefeito Benjamim Pereira Baeta. Em seguida, os romeiros saíram em caminhada pelas ruas da cidade. A caminhada será intercalada por quatro momentos de reflexão e oração. Na chegada, na praça da igreja matriz de Sant’Ana, será realizado o plantio de uma árvore. Após este momento será celebrada a missa em ação de graças pelo dia do trabalhador e da trabalhadora.

Para inscrever a sua caravana, os responsáveis devem entrar em contato com a secretaria paroquial pelo telefone (32) 3361-2025.

 

História da Romaria

Dentro clima da Campanha da Fraternidade (CF) de 1991, que debateu sobre a situação do trabalhador, a Pastoral Operária e a Forania de Ponte Nova realizaram pela primeira vez a Romaria dos Trabalhadores na cidade de Urucânia (MG). A celebração teve como intuito refletir sobre a situação que vivia o homem do campo na região.

“Estávamos muito próximos da Constituição de 88, a retomada da garantia de direitos, e aqui, a situação de trabalhadores era muito precária. Pensamos que a romaria poderia levar os trabalhadores para um outro horizonte, pois, o Dia do Trabalhador era tomado pelos patrões, por sindicatos patronais, que faziam uma festa alienante, e queríamos dar uma alternativa mais crítica e pastoral”, explica Gilson José, que participou da organização das primeiras romarias.

A religiosidade popular foi um dos fatores de Urucânia ter sido escolhido como palco da primeira romaria. “O local por si é evocativo, atrativo e possui, desde aquela época, uma estrutura adequada”, ressalta Gilson.

Segundo ele, o aspecto pedagógico da mobilização popular também foi pensando. “Trata-se de processo educativo, formador, que potencializa o povo a ser protagonista. Na mobilização, o povo se torna sujeito, aprofunda a interpretação da realidade. Era uma coisa coletiva, e aos poucos foi se tornando pauta também de outras regiões, como o Vale do Aço. Era um momento que atraía a atenção da imprensa regional, das autoridades, criando certa expectativa e impacto, tornado forte a presença da Igreja, com sua palavra forte, seus gritos de libertação”, disse.

A Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras foi importante para a formação da Pastoral Operária e da Dimensão Social. “Ela articulou as diversas pastorais sociais, dialogando com as organizações dos trabalhadores, permitindo um crescimento de todos. Posso recordar como essa mobilização fez bem à Pastoral da Juventude, que eu assessorava na região nessa época. Para quem não sabe, há o processo de preparação, reflexão do tema, organização prévia, e avaliação posterior. O momento celebrativo é sempre muito forte, pois evoca as conquistas e os passos para trás, mas principalmente realimenta a fé em deus e na vida, na organização, na fraternidade”, salienta Gilson.

Quando se aproximava a comemoração dos 25 anos, a Romaria, já sob responsabilidade da arquidiocese, passou a ser realizada em outras regiões e foranias. “Ela também procurou debater também questões sociais de outras áreas, como a mineração, os minerodutos, as barragens, toda essa realidade que afeta duramente várias comunidades hoje”, acrescenta Gilson.

Atualmente a coordenação e organização da Romaria dos Trabalhadores e Trabalhadoras é de responsabilidade da Dimensão Sociopolítica. A cada ano, milhares de pessoas participam desta caminhada de fé e reflexão.




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Escrito por Redação, no dia 25/04/2019


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