Comunidade


Lafaietense critica educação de examinadores do Detran

Em desabafo, denunciante chama os profissionais de torturadores e cruéis; valores cobrados por CFCs e área de exame também são criticados


A maneira como examinadores do Depar­ta­mento de Trânsito de Minas Gerais (Detran) estariam tratando os candidatos no momento do exame deixou indignada uma lafaietense. Em um desabafo feito ao Jornal CORREIO, criticou o comportamento, classificado por ela como desumano direcionado aos que tentam obter sua carteira de habilitação. “Quero saber por que os examinadores entram no carro como torturadores. Os alunos dão ‘bom dia’ e eles não respondem. Não têm educação”, dispara a mulher, que pediu sigilo sobre sua identidade para não prejudicar o filho, que estaria se submetendo aos testes.
De acordo com a mulher, essa forma de tratamento estaria sendo responsável por comprometer o resultado de alguns exames na cidade: “Esse tratamento cruel deixa os candidatos ainda mais nervosos. Se quiserem comprovar isso, é só acompanhar um dia de exame e ver como eles ficam abalados emocionalmente. Acho que quem não está preparado, realmente, não deve ser aprovado. Mas não há necessidade de torturar esses alunos. Assim como quaisquer outros profissionais, os examinadores têm obrigação de tratar as pessoas com educação”, relata.
Mas o comportamento dos examinadores não foi o único ponto criticado. Ainda segundo a leitora, é preciso, também, fiscalizar as autoescolas, que estariam praticando preços mais altos que a média do mercado em outras cidades e, de certa forma, padronizados: “Os valores cobrados são absurdos e parecem configurar um cartel. Em outras cidades, tirar carteira não sai tão caro. Hoje, esse processo todo custa cerca de R$ 3 mil. Isso é um absurdo. Nem todo mundo pode pagar por isso - e muitos empregos exigem habilitação. Isso se o candidato passar de primeira. Outra coisa é o aluguel do carro, que precisa ser pago a cada exame. É um absurdo”, reclama.
Outra reclamação feita pela leitora é sobre as condições da área de exame, no bairro Rochedo (região sudeste): “O lugar está cheio de buracos; é uma coisa horrorosa”. Ela pede fiscalização: “Vi uma notícia de que vai haver uma comissão para fiscalizar a banca e as autoescolas. Peço a essa comissão que olhe tudo isso que estou relatando, porque acho muito complicado uma pessoa ter que passar por todos esses problemas para ter uma carteira. Por que dificultam tanto? Essas pessoas só querem andar dentro da lei, estando devidamente habilitadas”.

Delegado afirma manter diálogo por qualidade nos serviços

À frente da Delegacia Regional de Polícia Civil desde dezembro, o delegado João Marcos de Almeida informou que tem feito constantes reuniões, buscando a excelência no atendimento. “Tenho ressaltado a necessidade e obrigação de tratar a todos com cordialidade, respeito e educação - sendo a recíproca verdadeira”, afirma. O delegado esclareceu que não cabe ao Detran regular os preços cobrados pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs) e que, caso o cliente se sinta lesado, deve levar o caso ao conhecimento do Procon Municipal. “Já as taxas cobradas pelo Detran são disponibilizadas para consulta de todos no site www.detran.mg.gov.br. Também se pode buscar todas as informações sobre CNH, veículos, CFC credenciados, fábricas de placas etc. na Circunscrição Regionais de Trânsito (Ciretran), que funciona na sede da Delegacia Regional (rua Rodrigues Maia, 455, Angélica) ou em qualquer Delegacia de polícia.
João Marcos de Almeida também criticou a situação na área de exames, adiantando que a cidade pode contar, em breve, com duas outras áreas: “Quanto à precariedade da área de exames, a competência para a revitalização, tapa-buracos, sinalização, capina e outros serviços é da prefeitura. Inclusive já enviamos diversos ofícios, buscando a solução para esses problemas. Também estamos em fase de implementação de outras áreas de exame e, no futuro próximo, devemos ter, no mínimo, três áreas de exames. Não temos medido forças para que, a cada dia, possamos prestar o melhor serviço à comunidade regional”, avalia.
O responsável pela Delegacia Regional colocou-se à disposição para quaisquer outros esclarecimentos, ressaltando a preocupação da Polícia Civil em prestar serviços de excelência nas áreas de investigação criminal, documentação de veículos, carteira nacional de habilitação, identificação, entre outros, com foco na qualidade do atendimento ao cidadão. “Quaisquer dúvidas, reclamações, elogios e críticas serão sempre bem-vindos, desde que buscando o aperfeiçoamento e o aprimoramento de nossos trabalhos, e podem ser feitas diretamente a este subscritor para a tomada de providências cabíveis”, finaliza o delegado.




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Escrito por Redação, no dia 17/04/2019


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