Opinião


Cinomose: por que prevenir é o melhor remédio?



Olá, queridos leitores!
Hoje iremos falar de uma das mais conhecidas e temidas doenças que podem acometer os cães: a cinomose. Essa doença infecciosa tem alta capacidade de contágio, sobretudo entre os cães mais novos. São os filhotes (menores de 1 ano) que apresentam maiores incidências, mas cachorros mais velhos, sobretudo os que não foram devidamente vacinados, também estão em risco.
O vírus da cinomose canina (CDV) é transmitido de um cão para outros animais por meio da saliva, urina ou sangue, através do contato direto entre os animais ou, ainda, pelo ambiente: potes de água, casinhas de cachorro, roupas, caminhas, fezes, urina, saliva ou o próprio ar infectado podem provocar sua transmissão. A cinomose não é uma zoonose, ou seja, os humanos não pegam a doença. Mas as pessoas podem ajudar a espalhar a doença através das secreções em suas roupas ou calçados, como a saliva de um cão contaminado.
Após a contaminação do animal, ocorre um período de incubação de até 15 dias, que é o tempo que o vírus leva para começar a agir dentro do organismo e fazer com que o cão apresente os sintomas. Após isso, o animal apresenta febre, que pode chegar até os 41º C, com perda de apetite, apatia (ficar quieto demais), vômito e diarreia, corrimento ocular e nasal.
Depois disso, o animal pode se apresentar com o comportamento normal, como se estivesse curado, passando uma ideia de que poderia ter sido acometido apenas de um mal-estar temporário. Essa falsa ideia de que está tudo de volta ao normal pode permanecer por meses. Então, surgem os sinais mais específicos da cinomose e a intensidade desses sinais dependerá da imunidade de cada animal.
Os mais comuns são o vômito e diarreia. Novamente, surgem o corrimento ocular e nasal, além de sinais de alteração do sistema nervoso, como falta de coordenação motora (o animal parece estar “bêbado”), tiques nervosos, convulsões e paralisias. Nesse momento, o quadro já é considerado muito grave. De acordo com o estado de saúde do animal como um todo, ele pode vir a óbito diante de apenas um só sintoma ou pode sobreviver, desenvolvendo todos os sintomas.

Tratando a cinomose

O tratamento consiste, na verdade, em combater as doenças causadas pelo vírus. O que o médico veterinário pode fazer, após a confirmação através de exames laboratoriais que o animal contraiu o vírus, é tratar medicamentosamente os eventos paralelos que o vírus causa. Por exemplo, o animal pode receber medicamentos para a febre, diarreia, vômitos, convulsões, secreções enquanto auxilia o organismo a tentar destruir o vírus.
A melhor forma de combater a cinomose é a prevenção com o importante e indiscutível ato da vacinação - como falamos em nossa última coluna. Os cães podem ser vacinados a partir de 6 semanas de idade, ou a critério do médico veterinário, pois se o animal estiver debilitado, fora de peso, com parasitose, a recomendação é de que seu estado físico possa ser restabelecido antes da vacinação. Como disse anteriormente, os mais atingidos são filhotes, principalmente entre os 3 a 6 meses de vida. Esse período coincide com a perda dos anticorpos maternos presentes no corpo do filhote.
É importante que a última dose da vacina Polivalente ocorra aos 4 meses, e não aos 3 meses de idade. Hoje, a indicação é que os cães sejam vacinados a partir de 6 semanas de vida e que sejam dados reforços a cada 3 semanas, até as 16 semanas de vida.
Grande abraço e até a próxima semana!

Serviço

Clínica Veterinária São?Francisco
Jean Ciarallo
Veterinário especialista
em Clínica e Ortopedia

Endereço: rua Duque de Caxias,
352, Quinta das Flores.
Mais informações: (31) 3721-1530 / jean@cvsf.com.br




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Escrito por Redação, no dia 12/04/2019


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