Opinião


A lei e o barulho das motos



Não bastasse o monte de problemas já vivenciados pela sofrida população de Lafaiete, somos obrigados a conviver, dia e noite, com o barulho enlouquecedor dessas motocas endiabradas e barulhentas. Não dá mais para andar pelo centro e qualquer outra via pública da cidade sem que uma dessas possantes não rasgue o silêncio com seu ronco ensurdecedor. Recentemente, a PM intensificou a fiscalização e apreendeu dezenas desses veículos, mas não foi suficiente, já que o barulho continua infernizando e deixando a população doente.

Em lugar nenhum esse tipo de situação ocorreria. Para citar algumas cidades perto de nós, como Barbacena, Ouro Branco, São João Del Rei e até Juiz de Fora, casos como esses não são permitidos. Por outro lado, estamos falando de Lafaiete, uma cidade que até 2008 era tranquila e vivia uma outra realidade. De lá para cá, o quadro piorou e o município transformou-se em terra sem lei, onde quase tudo é permitido e as autoridades fazem vista grossa para os problemas.

Há de se considerar que a prática de andar com moto sem o miolo de escapamento é proibida por lei e passível de multas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CBT). Portanto, é preciso fiscalizar, multar e apreender, dando um mínimo de sossego à população. Não é possível viver em um local onde a lei é empurrada escandalosamente para debaixo do tapete e todos fingem que está tudo bem.

Espera-se, de fato, uma resposta à altura da Polícia Militar nessa bagunça sem fim que se transformou o trânsito de motocicletas em Lafaiete. Se a polícia quiser, ela põe ordem na casa rapidinho, mas se não quiser, não tem jeito. Então, caros leitores, resta-nos suplicar, rezar e parafrasear o abade Frei Tibúrcio: “oremos e aguardemos”.




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Escrito por Redação, no dia 03/03/2019


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