Opinião


História de homens grandes e pequenos



Sempre nos apresenta as grandes catástrofes mundiais. Até, então, ao que nos parece nada nos atinge. O engodo vem disfarçado de outras catástrofes na terra do Brasil com "Z". Em data pretérita recente nos deparamos com a balbúrdia capitalista de Mariana. Tudo, ao que parece passou em brancas nuvens. Veio, então, a inconsequência de Brumadinho. Não bastou. Veio, outrossim, a esquizofrenia do decantado "Ninho do Urubu". Também, veio a inconsequência das instalações cruzeirenses e americanas. Tudo parece certo até a próxima tragédia anunciada. Acrescentando a tudo isso veio o alarme de Barão de Cocais. Vislumbramos, os dirigentes, os inatingíveis profetizando que a fechadura será colocada depois da porta arrombada. Posso parecer demagogo ou talvez descrente de tudo, mas sou mesmo discrente de tudo quando observo que o clube rival usa o escudo do seu outro rival. Não é possível que nos deixemos enganar por tamanha hipocrisia. A hipocrisia vem, na medida em que quando tudo está certo "torcedores" de um e de outro clube através da internet marcam encontros de morte, ou seja, sem razão alguma eu vou matar você, ou você vai me matar. Pela mais imbecil proposição de que somos rivais. A meu sentir, essa "solidariedade" não deveria se manifestar apenas quando uma tragédia assola um dos contendores. Contendores em tempos de paz. Não se façam de rogados para subestimar a minha pouca inteligência. A grande verdade, que se encontra oculta por entre as garrafas de cerveja, as garrafas de aguardente é que nenhum nem outro irão se preocupar quinze dias após a morte de dez jovens. Não há que se falar em vitimização do Flamengo Esporte Clube, não se ponha a responsabilidade desse clube, dos seus dirigentes, e de todos seus responsáveis na qualidade de vítimas. São culpados, e culpa aqui vai no sentido de dolo, sabiam de tudo que poderia acontecer. Essa imagem transfigurada que se tenta mostrar para irresponsabilidade não passa de uma hipocrisia tal qual aquela que Brutus e os senadores romanos tentaram justificar para o assassinato de Júlio César. Não, mil vezes não, ainda que este escriba seja execrado não tentem enganar meu espírito humano. Passados alguns dias a hipocrisia estará cerrada pelo pano da violência. Sejamos honestos ao menos uma vez na vida, não tentemos transformar o réu em vítima. Lembremo-nos dos meninos que faleceram sob a égide de interesses capitalistas. Por favor, que me derrubem até o fim da minha resistência, mas que me poupem da hipocrisia desses dois rivais eternos. É preciso que a solidariedade não apareça apenas diante do trágico, premissa maior é que a solidariedade, a urbanidade no trato com o teu adversário seja uma solução de continuidade e não a falsidade do imediatismo.

 

Silvio Lopes de Almeida Neto

Advogado





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Escrito por Redação, no dia 20/02/2019


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