Cultura


Do caos à arte, Museu de Paulinho Demolidor convida a revisitar o passado



Às margens da MG-482, na altura do bairro Gigante (região nordeste), uma vi­são incomum chama atenção. O aço oxidado pelo tempo se mistura ao verde e quebra a monotonia da paisagem, aguçando a nossa curiosidade. Antes de cruzar a porta para uma verdadeira viagem ao passado, a primeira sensação que se tem é de que não há mais ordem ou lógica. Mas a impressão inicial se desfaz na medida em que o curioso acervo de Paulo Rogério da Silva é visto em detalhes. A quantidade de itens existentes ali, nem mesmo o dono consegue precisar, mas é impossível negar que, entre tralhas e peças de valor, repousa a história com uma beleza peculiar.

Sua mania de montar, desmontar e transformar aquilo que chega às suas mãos rendeu a Paulo Rogério o apelido de Pau­linho Demolidor. Avesso à or­dem estabelecida pelas coisas, ele chegou a exercer várias profissões, de comerciante a mototaxista. Até que se rendeu a um estilo mais livre de viver seus dias. "Tentei ter uma vida normal, mas não me sentia bem. Tive depressão, estresse, cheguei a enfartar. Até que resolvi jogar tudo para o alto e viver da arte. Deixei de lado as preocupações do dia a dia e montei esse espaço, que é um misto de oficina e museu. Hoje sigo sem roteiro. Acordo e decido o que farei das 24h que tenho", revela.


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