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Embaixador francês destaca cuidado de Congonhas com seu patrimônio e o importante papel do Museu



O embaixador da França no Brasil, Michel Miraillet, acompanhado da filha Helene Miraillet, do adido cultural da França em Belo Horizonte, Philippe Makany, e do chefe de gabinete da Embaixada, Tomas Napolitano foram recebidos nesta sexta-feira, 8, em Congonhas pelo prefeito Zelinho, acompanhado da primeira-dama, Miriam Schwab, o diretor-presidente da Fumcult, Sérgio Rodrigo Reis, e o presidente da Câmara Municipal, Adivar Barbosa. Após degustar a culinária mineira que arrancou elogios do embaixador, a comitiva visitou o Museu de Congonhas e, em seguida, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

A forma como Congonhas cuida de seu acervo histórico arrancou elogios do embaixador francês. "A grande diferença que percebi é que em Congonhas encontrei uma cidade que sabe cuidar de seu patrimônio, com um cuidado particular para a manutenção dessa riqueza e para a área da museologia, porque a visita ao Museu de Congonhas foi maravilhosa. Conheço muitos museus pelo mundo, mas nunca vi uma mistura tão bem feita das maravilhas do Barroco. Destaco também esta estratégia pedagógica utilizada para transmitir esse conhecimento às pessoas", comentou.

Durante visita ao Museu de Congonhas, o diretor-presidente da Fumcult, Sérgio Rodrigo, explicou aos visitantes que aquela instituição museológica havia sido criada há pouco mais de 2 anos pela Unesco em parceria com a Prefeitura de Congonhas e o Governo Federal e patrocínio de empresas exatamente para potencializar a compreensão do sítio histórico que se localiza ao lado, mas que até antes de dezembro de 2015 não este tinha sua dimensão compreendida por quem o visitava.

O prefeito Zelinho explicou à comitiva que Congonhas se preparou para preservar seu patrimônio. "O Município aproveitou o PAC Cidades Históricas. Fizemos os projetos com recursos próprios e conseguimos captar recursos para ações em igrejas e espaços públicos e culturais".

Michel Miraillet lembrou que a francesa Audrey Azoulay, ex-ministra da Cultura daquele país, foi eleita em outubro de 2017 como diretora-geral da UNESCO, com apoio do Brasil, para onde ela deverá viajar em breve e que seria muito importante que ela viesse conhecer o patrimônio histórico mineiro, que possui quatro locais tombados pela agência da ONU. Além de Congonhas, os outros estão em Belo Horizonte, Ouro Preto e Diamantina.

"Congonhas poderá contar com o apoio da diretora francesa. Mas reconheço que nada do que já foi feito em Congonhas nos últimos anos poderia ter acontecido sem os esforços da Prefeitura de Congonhas e do próprio prefeito Zelinho", disse o embaixador.  

Uma agência francesa de desenvolvimento está muito interessada em proteger o patrimônio cultural e o meio ambiente, afirmou o embaixador francês. Ele prometeu voltar a Congonhas com o diretor-geral desta agência para este estreite relações com a cidade. O título a Congonhas de Patrimônio Cultural da Humanidade foi conferido exatamente em Paris em 1985, fato que por si só já estabelece uma relação fraternal entre os franceses e a Cidade dos Profetas.Também fizeram parte da recepção a diretora de Ação Cultural da Prefeitura, Fabíola Cagnoni, o assessor da Diretoria de Turismo Marcelo Moura Maciel e o presidente.

 



Escrito por Redação, no dia 09/06/2018