Comunidade


Matriz e São Sebastião fecham as preparações para a Semana Santa



Admiradas em Lafaiete, as celebrações da Se­mana Santa nas paróquias de Nossa Se­nhora da Conceição e São Sebastião já são aguardadas com ansiedade. Como reza a tradição, os últimos passos de Jesus serão recontados em encenações bíblicas. Fiéis de todas as idades darão vida a personagens que atravessaram os sé­culos personificando a fé de povos e a mais be­la lição de amor incondicional dada à humanidade. 

No ano em que celebra seu Jubileu de 75 anos, a paróquia de São Sebastião promete emocionar. 26 voluntários são responsáveis por cenários, bastidores e figurino das 45 pessoas que atuarão em todas as cenas do teatro e das 60 que compõem o figurado bíblico. O interesse em fazer par­te é tão grande que as vagas praticamente se esgotaram em duas semanas. "Há pouquíssimas vagas. Mui­tas pessoas deixam pra última hora, o que não está acontecendo este ano, graças a Deus", ex­plica o músico e coordenador da equipe, Filipe John da Silveira.

A programação na matriz de São Sebastião in­clui cinco encenações. A abertura acontece no dia 11 de março, com a via sacra ao vivo, em São Gon­çalo.  No Domingo de Ramos, às 17h30, teremos a chegada de Jesus a Jerusalém. Logo após, procissão e missa. Na Quinta-feira Santa, no adro da Matriz, encenação da Santa Ceia às 18h50. A encenação principal da Paixão, na Sexta-Feira Santa, será às 19h. No Domingo de Páscoa, às 17h30, haverá missa festiva seguida de Procissão, Coroa­ção de Nossa Senhora e Apoteótica Ressurreição, encerrando as solenidades da Semana Santa. 

Membro de uma família católica praticante e presença certa no coral da igreja nos domingos, Fi­li­pe John, mais uma vez, estará no centro da cruz nas encenações. "Nosso objetivo é fazer um teatro bem evangelizador. Estudamos os quatro evangelhos, com atenção a cada personagem e bus­­camos fazer algo diferente dos outros anos. Começamos pelo roteiro, revisamos as vestes e, agora, estamos na construção de um cenário to­tal­mente inusitado, trabalhamos de segunda a se­gun­da, para que essa ambientação nos remeta a 2000 anos atrás. Ele já estará grande parte montado no adro da igreja para o Domingo de Ra­mos", adianta. 

A proposta desse ato de evangelização será mostrar todo o sofrimento e entrega de Jesus para nos salvar. "Como transmitir essa dor, essa entrega? Tornar esse momento real, sendo apenas uma encenação: esse é o nosso desafio. Lembro-me quando a Sexta-feira da Paixão era um dia triste, onde fazíamos penitência e rezávamos. Queremos resgatar isso com a nossa encenação, relembrando cada momento", afirma Felipe John. 

Nossa Senhora da Conceição

Na Matriz de Nossa Senhora da Con­ceição, os trabalhos seguem sob a responsabilidade do jornalista José Carlos Vieira, diretor da encenação da Paixão de Cristo e coordenador do figurado bíblico. Conforme detalha, pessoas de todas as idades ? de crianças a adultos ? ainda podem se inscrever para participar das tradicionais encenações, que já começam no dia 20 de março. Nesta data, a última ceia será encenada du­rante a missa sertaneja do 31º BPM. No domingo de Ramos, haverá a representação da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, seguida da procissão de Ramos, que sairá da Capela de Santa Efigênia.  Na Quarta-Feira Santa à noite, o grupo de teatro vai se juntar aos figurantes da comunidade da Barreira para representar a Paixão de Cris­to pelas ruas do bairro.  

Já na Sexta-feira da Paixão, a encenação da Paixão de Cristo terá início nas escadarias da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, por volta das 19h, com a representação da prisão e julgamento de Jesus. Em seguida, será realizada uma Via Sacra encenada pelas ruas, quando são representadas as quedas de Jesus com a cruz, o encontro com Maria, o canto da Verônica e o consolo às mulheres de Jerusalém. A Via Sacra terá como ponto final a explanada da Basílica do Sagrado Coração de Jesus, onde serão encenados os atos da crucificação e morte de Cristo. Ainda na ex­planada da Basílica, acontecerá o Sermão do Des­cendimento da Cruz.

Há 13 anos envolvido nos trabalhos na Matriz, José Carlos lembra que tudo começou com 35 figurantes. A encenação cresceu e já envolve aproximadamente 120 pessoas, que dão vida aos personagens bíblicos. "Em alguns anos, a dificuldade maior foi financeira porque realizar um evento grande, como a representação da Paixão de Cristo, requer uma estrutura com sonorização, figurinos, acessórios. Já houve época que tivemos apoio do comércio, mas aí veio a crise econômica e inviabilizou o patrocínio nos últimos dois anos. A Secretaria de Cultura sempre nos apoia e já nos confirmou que mais uma vez estará nos incentivando por se tratar também de um evento cultural e que atrai turistas para a cidade", finaliza José Carlos. 



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Escrito por Redação, no dia 05/03/2018


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