Corpo Clinico do Hospital Bom Jesus anuncia paralisação a partir de 8 de fevereiro - CORREIO DA CIDADE
Saúde

Corpo Clinico do Hospital Bom Jesus anuncia paralisação a partir de 8 de fevereiro

O Corpo Clínico do Hospital Bom Jesus, localizado em Congonhas decidiu paralisar suas atividades a partir do dia 8 de fevereiro. A decisão foi justificada pela falta de pagamento dos honorários médicos.  

A paralisação atinge todos os atendimentos que não configurarem urgência e emergência. Segundo a nota do corpo clínico, os profissionais não recebem os valores referente à sua produção, desde agosto de 2017 e aos plantões prestados desde outubro de 2017, bem como três parcelas de um total de 12, relativas a uma dívida pretérita do hospital com o corpo clínico.

Mesmo mediante essa situação, as atividades foram mantidas. No entanto, como não houve nenhum avanço, decidiu-se pela paralisação.  

A nota é assinada pelo diretor do corpo clínico Bernardo Augusto Resende Martins.  

Prefeitura responde

A Prefeitura de Congonhas, por meio da Comissão Interventora do Hospital Bom Jesus, e o Instituto Laborare informam que, devido ao atraso de repasse de verbas do Governo do Estado de Minas Gerais e da União, além de fatores inerentes à manutenção da estrutura hospitalar, o setor financeiro do Hospital Bom Jesus foi impactado, provocando atrasos nos honorários do corpo clínico.

 

Somente o Estado de Minas Gerais tem com a Secretaria de Saúde de Congonhas uma dívida no valor de R$5.651.777,58. Todos os hospitais filantrópicos de Minas têm passado dificuldades, devido ao atraso de repasses do Governo do Estado.

 

Por mês, o Governo Municipal repassa, ao Hospital Bom Jesus, cerca de R$ 900 mil, valor este destinado à compra de serviços de consultas especializadas, cirurgias eletivas e atendimento de urgência e emergência. Este é o maior valor repassado pela Administração Municipal à instituição hospitalar Bom Jesus em todos os tempos.

 

Em atenção ao comunicado de paralização das atividades do corpo clínico a partir do dia 08/02/2018, a administração esclarece que vem adotando todas as medidas necessárias à regularização da situação relatada. O atendimento de urgência e emergência do Hospital Bom Jesus, regulado pelo protocolo de classificação de risco, irá continuar. Somente os atendimentos eletivos serão afetados.

 

A direção do Hospital Bom Jesus está aberta à negociação e apresentou, no dia 22 de janeiro, uma proposta de solução relacionada aos pagamentos dos prestadores de serviços médicos da instituição, respondendo a uma proposta enviada previamente pelo próprio corpo clínico. No entanto, o documento foi rejeitado.

 

A direção do Hospital reitera seu compromisso com a instituição, o corpo clínico e os usuários, estando aberta à negociação, respeitando os preceitos éticos que devem reger as relações com os profissionais médicos.

 

O prefeito Zelinho, em reunião recente com representantes dos médicos, propôs a estes uma agenda mensal com representantes do Hospital Bom Jesus e Prefeitura para, juntos, encontrarem uma solução, de forma que tanto os médicos quanto a população sejam atendidos da melhor forma possível. O prefeito afirma ainda que não deixará a população desassistida do serviço hospitalar.

        


Notícia enviada por Redao, no dia 24/01/2018




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