Saúde

Psicóloga dá dicas para tirar as metas do papel

Emagrecer, ganhar mais dinheiro, estudar mais, fazer exercícios físicos, tocar guitarra, ou seja lá qual for o objetivo. Com dezembro chegando ao fim, seguimos uma espécie de ritual particular para nos organizarmos para o novo ano. Com as energias renovadas, é hora de recomeçar. Mas se você já falou em traçar e cumprir metas antes, sabe como pode ser difícil cumprir as promessas que fazemos a nós mesmos. Geralmente começamos bem, mas logo deixamos tudo de lado. Mas por que será que isso acontece?

De acordo com a psicóloga Ana Cristina Lobo Leite Beato de Menezes, o final de ano significa a finalização de um ciclo e o início de outro. E é compreensível que essa virada venha acompanhada de promessas e expectativas. "O marco de um novo tempo nos convida a refletir sobre nossa satisfação ou insatisfação, sucessos e insucessos. E é importante que saibamos o que é realmente importante para nós. Essa reflexão nos permite reavaliar e reprogramar, se for o caso, o que havíamos eleito como prioridade. A partir daí, podemos almejar resultados possíveis e traçar metas que possamos cumprir", explica.

O primeiro passo, conforme orienta a psicóloga, é fazer um "mergulho interior", para descobrir se as metas correspondem ao que se deseja de verdade, ou se não são, apenas, modelos exteriores. "É preciso que a meta esteja de acordo com a realidade interior e exterior da pessoa que a traça. Comece se perguntando: 'O que os objetivos que escolhi como prioridade para o ano novo representam para mim'? 'São realmente importantes para minha vida'? 'Nesse momento de minha vida, é viável para mim cumpri-los'? 'Estão inseridos dentro de minha realidade atual'?, destaca.

Isso é importante porque, segundo Ana Cristina, não temos energia disponível e persistência para projetos que não são realmente importantes para nós. "Muitas vezes, não é possível cumprir, naquele momento, os objetivos e ou as metas traçados. Por que, então, não os reavaliarmos?", propõe. A estratégia também faz diferença no sucesso ou fracasso no cumprimento das metas: "Às vezes, é importante traçarmos metas menores, a serem realizadas a curto prazo, dividindo em etapas algo a ser conquistado a longo prazo. Foque naquilo que se almeja, evitando desvios e distrações que poderão afastar ou impossibilitar que se atinja o objetivo traçado. Também é válido antecipar a avaliação dos resultados durante o ano, para que se tenha a oportunidade de se reprogramar. "Muitas variáveis podem surgir e interferir no resultado final", pontua.

Quando a pessoa boicota os próprios planos

Tem meta que nunca sai da lista, não é mesmo?  Entra ano, sai ano, e ela continua lá. Essa dificuldade em tirar certas metas do papel pode estar relacionada a alguns fatores listados pela psicóloga. "A pessoa pode não estar totalmente consciente de que não cumprirá a meta - mesmo que esse fato seja repetitivo em sua vida. Pode ser resultado da dificuldade encontrada pela pessoa para se planejar de uma forma geral no dia a dia. Então, esse fato provavelmente se repetirá quanto se tratar de projetos para o ano que se inicia. Ou pode ser fruto na procrastinação: alguns deixam tudo o que pretendem realizar para depois", avalia.

Ocorre, também, que os objetivos e metas traçadas podem não estar relacionadas ao que realmente se deseja para a vida, ou até mesmo ao sentimento de culpa. "Às vezes, a pessoa adota padrões exteriores que lhe servem como modelos, mas que não correspondem a algo que tenha significado para sua vida; que tenha se originado de seus anseios. Ainda há aqueles que se "boicotam", por processo interno inconsciente, como, por exemplo, a culpa. Que não se permitem uma autorrealização que lhe possibilite concretizar seus objetivos e metas. E isso também pode ser trabalhado", explica Ana Cristina.

Aceitando os insucessos

Comemorar tudo que foi planejado e alcançado, mesmo que não tenham sido alcançados todos os objetivos ao longo dos anos e, ao mesmo tempo, refletir a respeito do que não foi concluído, são passos importantes: "É fundamental lembrarmos de que a vida é preciosa, que podemos falhar e que nem sempre conseguiremos tudo o que desejamos na hora que definimos. Não devemos nos culpar pelos "insucessos", mas compreendê-los como possibilidades de crescimento pessoal. Os obstáculos passam a ser, então, trampolins - e não dificultadores. É necessário olhar para as metas traçadas ao longo do tempo com naturalidade, autorrespeito e autoamor ao reavaliar essas situações. É uma oportunidade de crescimento; de amadurecimento para a vida como um todo", finaliza.

Serviço

Ana Cristina Lobo Leite Beato de Menezes

Psicologia Clínica e Psicologia Escolar

Endereço:  rua Firmino Lana, 262

Telefone: 3721-2733


Notícia enviada por Redao, no dia 20/12/2017




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