Comunidade

MP entra com ações contra estado e prefeitura por problemas na Saúde

Diante da demora em conseguir pelo SUS um procedimento classificado como ur­gen­te, uma família do São João (zona sul) te­ve que arcar com os custos de uma cirurgia e le­vantou questionamentos sobre a situação da Saúde na cidade. Presidente da Associação dos Mo­ra­dores do Bairro São João, Manoel Vespúcio da Cos­ta Vasconcelos, falou sobre a preocupação de sua família com a saúde de sua nora, operada às pressas por problemas nos rins: "Na quarta-feira passada, dia 22, minha nora, precisou fazer uma consulta. Ela estava com uma pedra nos rins, obstruindo a uretra. Não conseguimos a consulta porque é muita burocracia para marcar. E como o caso era urgente, tivemos que pagar. Então, foram solicitados os exames: pagamos quase R$ 200", detalha.

Mas os problemas não se encerraram por ali. "O médico falou que tinha que operar com urgência. Então, fomos até a Secretaria de Saúde do município e eles disseram que tínhamos que esperar. Quando retornamos ao médico, ele nos disse que teria que fazer a cirurgia, pois o caso era grave. O problema é que não dava tempo de esperar pela burocracia do SUS e, com esta crise, tivemos que arrumar R$7.500 para fazer a cirurgia a laser. Demos um jeito e pagamos. Mas e quem não tem condição nenhuma? O prefeito tem que resolver isso. Precisa contratar especialistas. A gente vai à Secretaria de Saúde e vê um tanto de pessoas esperando por cirurgias. Alguns morrem na fila enquanto nós ficamos quietos; omissos", desabafa.

O líder comunitário também criticou a falta de in­vestimentos em Saúde: "Após a cirurgia, procurei saber por que as cirurgias do SUS são feitas com bisturi, e não a laser. Então, fiquei sabendo que o município não tem o aparelho. Pensei que se tratava de um aparelho caro, algo em torno de R$1 mi­lhão, mas para a minha surpresa, me informaram que custa em torno de R$ 50 mil. No Alto Parao­peba, são aproximadamente 27 cidades. Então, é só fazer as parcerias e resolver isso", avalia.

Vespúcio cobrou, também, a contratação de médicos especialistas: "O município não tem contrato com nenhum especialista, como cardiologistas, otorrinos, neurologistas e outras especialidades. Se precisarmos de qualquer intervenção cirúrgica, ou nós pagamos, ou morremos. Onde está a promotoria para defender a população? Cadê o prefeito?  Estou indignado com o que aconteceu com minha nora. Ouvi da Secretaria de Saúde que ela tinha que esperar avaliação da comissão médica do município e que isso levaria alguns dias. Mas o médico da Maternidade falou que tinha que fazer a cirurgia urgente. Tivemos que pagar particular, sem poder", reclama o líder comunitário.

Manoel Vespúcio terminou seu desabafo deixando um convite para a participação popular: "No dia 6 de dezembro, às 18h, na Câmara Municipal de Lafaiete, vai acontecer uma audiência pública para falar da Saúde da nossa cidade. Todos poderão usar da palavra para fazer o seu elogio ou a sua crítica sobre o que está acontecendo com a Saúde da nossa cidade. Por favor, não faltem", finaliza.

lA prefeitura e a Secretaria de Saúde foram acionadas, via ofício, para se posicionarem sobre os questionamentos dos leitores, mas até o fechamento desta edição não tinham se posicionado.

Promotoria confirma ações na justiça contra estado e município

                                              

A 2ª Promotoria de Justiça informou que analisa as demandas de Saúde pelo enfoque coletivo e que já possui ações contra o município com demandas para a implementação de serviços de Saúde em que há déficit e vazio assistencial, como leitos de CTI e algumas especialidades, como otorrino e oftalmologista. Em relação às cirurgias em neurologia e cardiologia, a 2ª Promotoria também interpôs ações contra o Estado de Minas Gerais, "que não credencia tais serviços em Conselheiro Lafaiete, apesar da referência em Barbacena ser também deficitária".

A curadoria de Saúde, no entanto, não se posicionou contra o caso específico reclamado por Manoel Vespúcio, informando que apenas a Secretaria Municipal de Saúde pode esclarecer, uma vez que a questão de urgência demanda avaliação de critério técnico-médico. Por fim, ressaltou a necessidade da presença da população na audiência pública que discutirá importantes questões de saúde coletiva, como o hospital regional e o posto de coleta de sangue. "Esta Promotoria já possui ação contra o Estado em relação ao hospital e está instruindo inquérito civil público em relação ao posto de coleta de sangue", assevera.

 

 



Notícia enviada por Redao, no dia 06/12/2017




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