Comunidade

Capitão Ronaldo é afastado após comentário sobre a segurança da barragem da CSN

Um dia depois de se pronunciar a respeito da represa de rejeitos da CSN, confirmando a preocupação com a estabilidade da estrutura, o capitão Ronaldo Rosa de Lima, que responde pela 2ª Companhia de Corpo de Bombeiros à qual o município de Congonhas está subordinado, teve sua remoção assinada pelo comando do Corpo de Bombeiros. A fala do capitão foi apresentada em matéria do Jornal Estado de Minas, na edição de quinta-feira, dia 9. 

A transferência do oficial consta de documento assinado ontem, dia 10. O ofício anuncia a troca do comando do Batalhão de Conselheiro Lafaiete, unidade que responde pelo município vizinho. O ato ainda não foi publicado oficialmente, mas seu conteúdo revela o afastamento do capitão Ronaldo Rosa de Lima, designando-o para trocar de posto com o também capitão Rodrigo Paiva de Castro, que chefia a unidade dos Bombeiros em Barbacena, na mesma região.

A CSN afirma sempre ter seguido a legislação e que, desde maio deste ano, passou a tomar atitudes ainda mais efetivas de garantia da segurança das populações suscetíveis. Em nota, assinada pela assessoria de imprensa, a empresa reforça as ações que vem sendo empreendidas:

A CSN Mineração esclarece que possui um Plano de Emergência protocolado desde 2009. Esse Plano passou por algumas atualizações para deixa-lo ainda mais eficaz, seguindo as novas normas estabelecidas pelos órgãos competentes e autoridades do setor. Desde 2014 a CSN realiza simulados do tipo bancada. Ou seja, exercícios com os líderes comunitários e demais autoridades como Defesa Civil, Polícia Militar, Secretaria de Meio Ambiente, entre outros. Em continuidade às ações, a partir do dia 26(11), a empresa e a Defesa Civil realizarão uma série de simulados de emergência de barragem com os moradores, além de testes de acionamento de sirenes. No âmbito de preparar a estrutura para os treinamentos que acontecerão a partir deste mês, a CSN finalizou no dia 8 de novembro, junto com a Defesa Civil, o recadastramento dos moradores, incluindo pessoas com dificuldades motoras, idosos e gestantes. Além disso, durante a atividade, as pessoas contempladas no processo já foram treinadas sobre noções básicas de abandono de área.

 

Com relação às sirenes, duas já foram instaladas e outras três estão na fase de ajustes para serem instaladas. Tudo estará concluído conforme o cronograma estabelecido e dentro dos prazos da portaria 70389 do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) que regulamenta barragens de rejeito. Quanto à sinalização das rotas de fuga, a Companhia iniciou esta semana a instalação de pouco mais de 400 placas nas ruas da zona de auto salvamento. Sobre a efetividade do Plano de Emergência, é importante frisar que o documento passará por revisões sempre que necessário, como por exemplo, quando surgir uma nova tecnologia de monitoramento de barragem.

 

Dessa forma, é importante esclarecer, com a finalidade de tranquilizar os moradores de Congonhas e os colaboradores da empresa, que a barragem Casa de Pedra não representa qualquer tipo de risco. Prova disso é que o fator de estabilidade da barragem chega a 1,6 e a 1,7, acima dos níveis exigidos pela legislação dos órgãos responsáveis, como o DNPM. As obras de manutenção preventiva em andamento estão na fase final, não interferem na estrutura do maciço principal da barragem e reforçarão ainda mais os fatores de segurança do empreendimento.

 

Por fim a empresa destaca que que todas as ações estão dentro do prazo previsto, conforme a portaria do DNPM e preza pela informação clara e consistente repassada pela imprensa no intuito de evitar o pânico desnecessário junto aos moradores de Congonhas.

 

 




Notícia enviada por Redao, no dia 11/11/2017




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