Saúde

Neurologista alerta para riscos do AVC: principal causa de morte e sequelas em adultos

A cada 6 segundos, uma pessoa morre em decorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Atualmente, a doença é responsável por causar morte de 6,5 milhões de pessoas em todo o mundo e, no Brasil, é a principal causa de morte e de sequelas em adultos. O alerta é feito pela neurologista Juliana Matosinhos de Paula. "AVC pode ser definido como o surgimento de uma alteração neurológica súbita, causada por um problema na circulação sanguínea do sistema nervoso central. Quando o fornecimento de sangue para, uma parte do cérebro é impedido, as células cerebrais são danificadas, impossibilitando-as de cumprir a sua função. Assim, conforme a área acometida após um AVC, haverá manifestações como, por exemplo, dificuldade para falar, movimentar um lado do corpo ou um membro, alteração na visão, dor de cabeça forte, tonteira ou desequilíbrio", explica.

Conforme detalha a neurologista, o AVC isquêmico acontece quando há obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, gerando falta de circulação, que pode ser causada pelo entupimento dos vasos por trombos ou placas ateromatosas, ou seja, placas de gordura. Já o AVC hemorrágico, popularmente conhecido como derrame, é causado pela ruptura espontânea (não traumática) de um vaso, com extravasamento de sangue. "Uma das causas de AVC hemorrágico é a ruptura de aneurisma. Aneurisma cerebral é a dilatação anormal de uma artéria que irriga o cérebro, ele pode se romper e causar uma hemorragia cerebral ou permanecer sem estourar durante toda a vida", acrescenta Juliana Matosinhos de Paula.

Em todos os casos, o reconhecimento dos sintomas e o atendimento rápido podem ser a diferença entre a vida e a morte. "Para cada tipo de AVC há um tratamento específico e o tempo para esse tratamento é limitado. Se há suspeita de que alguém esteja tendo um AVC, o ideal é ligar imediatamente para o serviço médico de emergência (Samu) pelo número 192 ou ir para um hospital preparado em atender casos de AVC", orienta a neurologista, que ainda destaca a importância da prevenção. "Adote uma dieta saudável e pratique atividade física. Pare de fumar. Caso você tenha hipertensão arterial, diabetes ou dislipidemia, faça uso correto de suas medicações. Prevenir o AVC é muito mais fácil do que tratá-lo depois que ele acontecer", finaliza.

Serviço

Juliana Matosinhos de Paula

Neurologista

Hospital São José: 3769 6950

Mediclin: 3763 1155

Núcleo Vida: 3721 4464



Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 25/10/2017




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