Saúde

Aumento da expectativa de vida faz crescer o número de diagnósticos da doença de Alzheimer

Mesmo tendo sido descoberta há mais de um século, a doença de Alzheimer ainda oferece muitos desafios aos médicos. O principal deles é que, quando os primeiros sintomas aparecem, é porque o processo que leva à perda de memória já está ocorrendo há mais de 10 anos. Não há um sintoma exclusivo da doença de Alzheimer. O mais conhecido deles e também um dos primeiros a aparecer é o esquecimento de fatos que acabaram de acontecer ou não lembrar onde deixou um objeto pessoal, como carteira ou chave do carro, não recordar nomes ou endereços. Esse transtorno atinge, na maioria das vezes, pessoas com mais de 60 anos, comprometendo as atividades de vida diária e provocando alterações no comportamento. E como a população está ficando mais velha, ele vai se avolumando no Brasil e no mundo.

A boa notícia é que o tratamento e os exames de diagnóstico estão evoluindo rapidamente. Conforme explica a neurologista Juliana Matosinhos de Paula, a doença de Alzheimer é um transtorno degenerativo no qual ocorre perda de neurônios, com consequentes alterações de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem). "É muito comum que os sintomas iniciais sejam confundidos com o processo de envelhecimento normal. Essa confusão tende a adiar a busca por orientação profissional e a doença acaba sendo diagnosticada tardiamente", alerta.  Conforme acrescenta o Ministério da Saúde, são fatores de risco da doença, além da idade, a história familiar, como casos de demência na família ou algum problema vascular e baixo nível de escolaridade.

O acompanhamento de um médico capacitado é fundamental. Isso porque nem todo esquecimento é Alzheimer. "Existem diversos tipos de demência, as mais comuns são a doença de Alzheimer, demência com Corpúsculos de Lewy e demência frontotemporal. O diagnóstico de Alzheimer é feito através de avaliação mé­dica associada a exames para identificar ou excluir outras causas para perda de memória. Quando diagnosticada no início, é possível re­tardar o seu avanço por meio de tratamento ade­quado e, assim, ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família", assegura a neurologista.

Embora não haja medidas preventivas 100% eficazes, dietas que diminuem o risco cardiovascular podem ser benéficas na diminuição do risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer. "Dietas balanceadas, com ingestão de peixes, frutas, verduras, nozes e castanhas, menor ingestão de carne vermelha e de álcool aliada à prática de atividade física podem postergar a evolução e o aparecimento de uma doença demencial. É preciso manter o bom funcionamento do cérebro, aliando alimentação saudável e prática esportiva", orienta Juliana Ma­to­sinhos de Paula.

Serviço

Dra. Juliana Matosinhos de Paula

Neurologista

CRM MG:52.102 RQE: 33411

Núcleo Vida - Av. Prof. Manoel Martins,

687, Campo Alegre - 3721-4464

Hospital São José - 3769-6950

 

 


Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 27/09/2017




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