Saúde

Reestruturação da Saúde mudará PSFs de lugar e treinará profissionais

Uma reforma em toda a estrutura do Programa Saúde da Família (PSF), que se estenda não só à parte física, como a humana do programa: esse é o mais novo desafio colocado para o prefeito Mário Marcus Leão Dutra. Em entrevista exclusiva, concedida à nossa Re­por­tagem, o chefe do Executivo na cidade anunciou mudanças que já começaram a fazer a diferença para quem busca o sistema público de saúde, e outras que ainda estão por vir. A primeira delas foi a abolição da triagem para atendimento de crianças na Policlínica. Desde a segunda-feira, dia 12, os pais já podem procurar direto o Hospital São Vicente de Paula (HSVP) ? referência em pediatria - sem ter que pegar um encaminhamento na unidade de urgência.

A proposta, agora, é voltar os olhos para a atenção básica, que precisa ser eficiente nos bairros para desafogar a Policlínica. Sucateados e com aparelhagem precária, muitas vezes, com atendimento questionado e problemas recorrentes, como a falta de remédio, as unidades do Programa Saúde da Família (PSFs) passarão por uma reformulação, que vai da reforma dos prédios e aparelhamento à capacitação de seus funcionários. As primeiras medidas foram, tomadas, segundo assegura Mário Marcus: "Estamos fazendo a substituição de vários médicos e enfermeiros que não suprem às demandas do bom atendimento nos postos. Fizemos um processo seletivo e os critérios de capacitação estão sendo analisados. O objetivo é ter bons médicos, bons enfermeiros, uma equipe bem treinada, além é claro, de medicamentos disponíveis", explica.

Essa reformulação incluirá uma nova distribuição geográfica das unidades. "Queremos levar os postos para mais próximo da população, como é o caso do São João (zona sul), que hoje é o maior bairro da cidade, mas que dispõe de atendimento apenas na Linhazinha e no Albinópolis. Para que mais pessoas possam ser atendidas próximo de suas casas, estamos deslocando dois postos para o coração do bairro São João. Da forma como está, muitos moradores acham mais fácil, por proximidade e transporte, buscar atendimento na Policlínica, mas isso irá mudar. E isso não vai ficar restrito ao São João: estamos trocando vários postos de lugar. E a gente espera que, a partir do momento que as unidades estejam funcionando com a qualidade que a gente deseja, tenho certeza que vamos conseguir diminuir o movimento na Policlínica e as pessoas que realmente precisam serão atendidas com rapidez e eficiência", analisa.

O trabalho já iniciado inclui o levantamento de todos os equipamentos que faltavam nos postos e a realização de uma licitação para adquirir o necessário: "Quando se fala em saúde, temos que pensar no geral - e é isso que estamos fazendo. Estamos fazendo uma licitação de medicamentos, para que não faltem nem na Farmácia Central, nem na Po­liclínica, nem nos postos. Mas são situações que não se resolve de um dia para o outro.  Nós assumimos há 5 meses. Fazer um processo seletivo, contratar e substituir profissionais são ações que demandam prazo. Então, só agora estamos podendo fazer isso. Essa negociação com o HSVP, por exemplo, vinha acontecendo desde o início do mandato. A aquisição de medicamentos exige um processo licitatório. Encontramos a prefeitura com o estoque mínimo, baixo, faltando muito medicamentos. A troca dos PSFs de lugar demanda uma comissão para avaliar os imóveis que precisaremos alugar. Então, só agora estamos podemos dar uma resposta mais efetiva sobre todas medidas que estamos tomando para a melhoria da saúde em todos os setores", assegura.

Limpeza

Outro ponto que deve ser alterado, segundo os planos do prefeito, é o sistema como é feita a limpeza dos postos de saúde. Mário Marcus afirmou ter tomado ciência de denúncias segundo as quais funcionários estariam deixando de fazer atendimento para realizar a limpeza nas unidades. "É bom dizer que esse procedimento acontece desde que foram criados os PSFs; há 20 anos. E também não é uma situação igual à que foi colocada. Da forma como disseram, parece que tiram os agentes de saúde da rua para fazer faxina nos PSFs quando, na verdade, fazia-se um rodizio e, durante a parte da manhã, esse funcionário fazia essa limpeza espontaneamente, dentro de um ambiente de trabalho. Ninguém é forçado a nada e isso jamais comprometeu o atendimento e o objetivo do trabalho dos agentes de saúde", assegura. Para resolver de vez a questão, o setor de Licitações já iniciou os trabalhos para realizar uma licitação, por meio da qual será contratada uma empresa especializada em limpeza para atender aos PSFs.

Com essa restruturação, Mário Marcus acredita que será possível usar os PSFs como porta de entrada do atendimento. "Pedimos aos pais que, antes de levarem as crianças ao HSVP, procurem os postos dos bairros, porque muitos dos procedimentos que a criança necessita podem ser resolvidos no posto. Com isso evitaremos um atendimento de 60%, que antes era na Policlínica. Nós queremos, inclusive, fazer uma reciclagem; um trabalho de capacitação com todos os médicos com relação aos diagnósticos dos atendimentos pediátricos, para que estejam mais aptos a prestarem um primeiro atendimento e fazer uma triagem para definir se o caso pode ser resolvido no posto do bairro ou se teria que ser encaminhado para o HSVP. O mesmo vale para os adultos, que hoje procuram a policlínica. Peço que procure primeiro o atendimento no posto do bairro que, daqui a alguns dias - eu garanto - será muito mais eficiente do que estava acontecendo nos últimos tempos. Inclusive no início da minha gestão", pontua.


Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 28/06/2017




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