Saúde

Associação leva informações sobre doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A principal barreira para o tratamento de várias doenças é a desinformação. E é para superar esse obstáculo que pessoas como a lafaietense Etienne Lourdes de Assis Martins, 33 anos, tem se unido em associações sem fins lucrativos que buscam, simplesmente, compartilhar esse bem tão necessário. Portadora da doença de Crohn há quase 19 anos, a moradora da Chapada (região nordeste) resolveu abraçar para si essa luta e se tornou voluntária da Associação Mineira de Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais (AMDII). O desafio, desde então, tem sido levar a um número cada vez maior de pessoas informações sobre a doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, para que os sintomas possam guiar um diagnóstico rápido e tratamento mais eficiente.

"Não sei te dizer a causa da doença. Ainda não se sabe se é de nascença ou hereditária. O que temos conhecimento é de que se trata de uma doença do sistema imunológico que, no meu caso, foi diagnosticada há quase 19 anos. Desde então, faço tratamento, porque não há cura", detalha. Emagrecimento, diarreia, evacuação com sangue foram os sintomas que levaram Etienne ao consultório de um proctologista na capital mineira. "Os exames que ajudaram a diagnosticar a doença mostraram, também, que meu caso não era cirúrgico.  Existem diagnósticos que exigem uma cirurgia, mas, mesmo assim, o paciente continua fazendo o uso de medicamentos para não ter crises. Aliás, o tratamento contínuo é fundamental para a qualidade de vida", explica.

No caso de Etienne, o diagnóstico foi rápido. Mas esse, infelizmente, não é o padrão. Sem mui­tas informações sobre a doença, vários pacientes sofrem por anos seguidos, enquanto a doença evolui. "Em um dos workshops que estive, médicos disseram que, em média, o tempo de diagnósticos da doença de Crohn é de 8 anos. Já o da retocolite é de cerca de 4 anos. Por isso, é tão importante falar sobre a doença", afirma. Ou­tra barreira enfrentada por quem possui a doença, mas não tem a informação, é a continuidade do tratamento. "Os remédios são caros, mas estão disponíveis pelo SUS. De 2 anos para cá, estamos enfrentando muita falta desses me­dicamentos, mas só com o tratamento contínuo, o paciente consegue evitar as crises e ter mais qualidade de vida. Por isso, é tão importante que ele não desista e não se automedique", alerta.

Saiba mais

Doenças inflamatórias Intestinais (DII) é uma denominação geral para um grupo de distúrbios inflamatórios crônicos de causa desconhecida, envolvendo o trato gastrointestinal. Estão divididas em dois grupos principais. Doença de Crohn (DC) e Retocolite Ulcerativa (RCU). A doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus. Na retocololite ulcerativa, por sua vez, a inflamação afeta apenas o intestino grosso. Entre os sintomas estão diarreia, sangramento nas fezes, muco, emagrecimento e até doenças, que advêm delas. Também podem haver complicação nas articulações e problemas na visão, que são acometimentos extraintestinais mais decorrentes do Crohn. Não há uma faixa etária mais afetada. Jovens, idosos e até crianças podem sofrer com as DII.

Sobre a AMDII

A Associação Mineira dos Portadores de Doenças Inflamatórias Intestinais foi fundada há 15 anos e trabalha pela divulgação da doença de Crohn e da retocolite ulcerativa, lutando pela qualidade de vida dos portadores. Realiza um trabalho totalmente gratuito e a associação é reconhecida como entidade de utilidade pública estadual. Sua sede fica em Belo Horizonte, mas há regionais e núcleos no Leste de Mineiro, Triângulo e Zona da Mata. Em Lafaiete, o núcleo  da AMDII é coordenado por Etienne, portadora voluntária.

"Contamos com mais de mil associados. Por causa dessa dificuldade de ser ter o diagnóstico, não sabemos ao certo o número de pessoas que têm a doença em Lafaiete, mas estamos levantando. Temos trabalhado muito a informação, como na panfletagem que fizemos na FDCL em maio, e orientando as pessoas, porque há muitos casos. Temos uma nutricionista aqui em Lafaiete que é especialista nessa área. Há bons gastro e proctologistas, que poderão dar o diagnóstico. Então, aconselhamos sempre a buscar as informações, porque o paciente com DII pode sim ter qualidade de vida", finaliza.

Serviço

AMDII

E-mail: contato@amdii.org.br

Site: www.amdii.org.br ou facebook.com/amdii.mg

Telefone: (31) 97560-9304, das 14h às 19h


Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 20/06/2017




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