Saúde

Casos de chikungunya em Minas Gerais sobem 3.251%

A doença ainda não foi registrada em Lafaiete, mas já entra no radar para prevenção. Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a chikungunya teve um aumento de mais de 3.251%, se comparado aos primeiros quatro meses de 2016. Foram 298 casos nos primeiros quatro meses de 2016, contra 9.986 casos no mesmo período, este ano. Causada pelo vírus Aedes aegypti, a chikungunya é uma doença viral, que na fase aguda apresenta sintomas como febre alta, dor muscular, exantema (erupção na pele), conjuntivite e dor nas articulações (poliartrite). Em Minas Gerais, a circulação dentro do próprio território (autóctone) desse vírus acontece desde 2015. Por isso, as ações de enfrentamento, controle e prevenção são muito importantes para evitar qualquer uma das doenças causadas pelo Aedes.

Para o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES, Rodrigo Said, o aumento no número de casos pode ser explicado por diversos fatores. Um deles é transmissão da doença pelo vetor Aedes aegypti. "Hoje, em nosso estado, temos todas as condições ambientais, econômicas, sociais e culturais para apresentar alto padrão de circulação e alta densidade. Outro fato é que estamos falando de um vírus que foi recentemente introduzido em nosso estado, com a sua circulação autóctone identificada em 2015 e, dessa maneira, ele nunca circulou anteriormente. Assim, não temos proteção em nosso organismo, ou seja, proteção imunológica", argumenta.

Histórico

A primeira epidemia documentada dessa doença aconteceu no leste da África, entre 1952 e 1953. Uma curiosidade sobre a doença é chikungunya significa "aqueles que se dobram" em swahili, um dos idiomas da Tanzânia, que se refere à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos nessa primeira epidemia. "Ao avaliar os dados históricos das doenças do Aedes em Minas ? principalmente da dengue, que tem um padrão de circulação há mais tempo em nosso estado, temos transmissão em todos os meses do ano. Ela tem um padrão de circulação endêmica e esse cenário pode se repetir para e zika e chikungunya", explica Said.      

O subsecretário destaca, ainda, que os ovos dos mosquitos podem sobreviver em um ambiente por mais de 360 dias sem contato com a água. "O mosquito encontra um criadouro e deposita seus ovos para quando chegar no período chuvoso. Nor­mal­men­te, no fim do ano os ovos eclodem e aí se completa esse ciclo a partir do contato com a água. 90% dos focos são intradomicialiares, ou seja, dentro das casas das pessoas. Por isso, essa ação dentro das residências tem que ser permanente independente da variação climática".


Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 10/05/2017




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