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Há dois anos, morria o inveterado pescador e irmão Bil Andrade

Há exatos dois anos -  na ma­drugada fria do dia 6 de maio de 2015,  falecia prematuramente, aos 39 anos e 11 meses de vida  - meu irmão e parceiro de pescaria, Lauderlandson Luciano de An­drade, mais conhecido por sua le­gião de amigos e fãs, como o saudoso Bil. Muitas vezes descompromissado com o lado profissional e empresarial -  razões de muitas brigas nossas - Bil viveu intensamente o outro lado da vida, aquele de não se preocupar muito com as coisas ruins que acontecem conosco, entre as quais, a falta de saúde, de grana e os conflitos do dia a dia.

Seu instinto era viver dia a dia, custasse o que custasse e doesse a quem doesse. Aos 53 anos, sou fichinha perto da intensidade que meu querido irmão dedicou à sua vida. Estou tentando, agora, seguir um pouco de seus conselhos. Embora fa­lecido aos 39 anos, Bil viveu mais que muita gente. Seu velório refletiu is­so. Aliás, este singelo texto que escrevo nos Jornais CORREIO e Ponto de Vista (o qual ainda circula e leva seu nome) é para mostrar exatamente isso: Bil vive nas nossas lembranças, orações, nas feições dos ami­gos e dos fãs.

A escolha do espaço é também especial. Foram nas inúmeras pescarias, que fizemos juntos com amigos e também com nosso saudoso pai, Ataíde Ferreira de Andrade, o No­zinho, que aproveitamos a vida de maneira espetacular. Disso, ca­ros leitores, eu tenho muita, mas muita saudade mesmo. Me corrói a alma e mutila meu velho corpo saber que não posso mais pescar com eles. Is­so vai ficar só nas minhas lembranças e de quem participou conosco dessas lindas, turbulentas e saudosas aventuras. Aliás, a pesca esportiva, o mo­tocross e o Flamengo eram suas paixões. A essas preferências ele dedicou grande parte de sua vida. Sinto hoje, prezados amigos, saudade de simplesmente brigar com ele, xingá-lo, cobrar empenho, mais dedicação e seriedade, o que fizemos muito enquanto ele esteve presente entre nós.

O texto de hoje é uma homenagem a ele, a seu jeito carinhoso de lidar com os problemas do dia a dia. À sua maneira, cumpriu com dignidade o seu papel neste mundo de Deus. Está hoje, tenho certeza, ao lado de minha mãe, Maria Irene de Andrade, dona Tuta, e de meu pa­pai, Nozinho. Juntos, olham por nós e aguardam o momento certo, o tempo de Deus, para nos reencontrarmos novamente. Segura a vara, o samburá e as iscas, irmão! Um dia, vamos nos reencontrar e pescar juntos aí no céu. Fica com Deus, parceiro!





















Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 01/05/2017




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