Saúde

Número de diabéticos deve dobrar até 2025

O diabetes vem sendo considerado como a nova epidemia mundial. A doença já atinge cerca de 246 milhões de pessoas no planeta e a previsão é de que este número se duplique até 2025. Mas você sabe, realmente o que representa essa doença e os riscos relacionados a ela? Conforme explica o presidente da Associação de Diabéticos de Conselheiro Lafaiete (Assodilafa), Jozias Azevedo, a doença está ligada a falhas na produção ou ação da insulina em nosso organismo: "Todos os alimentos que comemos são transformados em açúcar/glicose e absorvidos pelo nosso organismo. A glicose é a fonte de energia do nosso corpo, mas para entrar nas células, a glicose depende da insulina, que um hormônio produzido pelo pâncreas. Quando ocorre deficiência da produção ou ação da insulina, surge o diabetes", detalha.

A doença tem suas peculiaridades e se manifesta de duas formas diferentes. "O tipo 1 é mais comum na infância e adolescência. É insulinodependente, ou seja, exige a aplicação de injeções diárias de insulina. Já o tipo 2 é mais comum em pessoas acima de 40 anos e pode ser insulinodependente ou não. Há casos em que a doença pode ser controlada com comprimidos, dietas, boa alimentação e atividades física regulares", pontua. Outra variedade é a diabetes gestacional, que surge durante a gravidez, provocada pelo aumento de peso e má alimentação. "Normalmente atinge mulheres que têm parentes próximos diabéticos e acima de 40 anos", detalha Jozias.

Doença incurável

Como a diabetes ainda não tem cura, o melhor remédio é a prevenção. Para isso, é preciso se manter dentro do peso, adotar uma alimentação saudável, rica em fibras, e evitar alimentos gordurosos, carnes gordas, frituras, conservas, açucares, doces e refrigerantes. "Outras dicas importantes são alimentar-se de 3h em 3h e praticar atividades físicas", lista. Também é fundamental estar atento aos sintomas mais comuns: "Sede excessiva, perda de peso, aumento do apetite, cansaço, dor na parte de trás das pernas, vista embaçada e aumento de frequência urinária, principalmente à noite", explica Jozias.

Os cuidados não dispensam a procura de um especialista e a atenção total, especialmente para quem não adota hábitos saudáveis ou tem casos na família. Isso porque, nem sempre, os sintomas surgem rapidamente. "No diabetes tipo 1, os sintomas são sentidos rapidamente. Já no tipo 2, a constatação é gradual, na maioria das vezes, silenciosa. Por isso, é bom fazer um check-up para ver como andam os níveis de glicose e pressão arterial. A glicose deve estar em jejum de 70 a 99 mg/dl", lista o presidente da Assodilafa.

Cuide-se

A boa notícia é que é possível ter qualidade de vida, mesmo com diabetes, desde que o paciente mantenha atenção aos cuidados essenciais. Para orientar neste sentido, existem associações como a Assodilafa, que há 22 anos compartilha informações essenciais para que os diabéticos possam viver mais e melhor: "Estamos de portas abertas para novos associados e voluntários. Basta nos procurar, trazendo duas fotos 3x4, comprovante de residência, identidade, cartão do SUS, tipo sanguíneo. Aqui o associado fará uma carteirinha, que deve estar sempre junto aos documentos pessoais. Em caso de um atendimento de urgência, as informações que ela traz poderão ajudar a salvar sua vida", finaliza Jozias Azevedo.

 

Serviço

Assodilafa

Endereço: rua Rodrigues Maia, 490,

 Angélica (antiga Secretaria de Saúde).

Telefone: 3721-3041.

Horário de funcionamento: segunda a quinta, das 13h às 17h. Sexta-feira, das 13h às 16h.

 

 


Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 07/12/2016




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