Opinião

Confira o artigo desta semana: Eu vejo pessoas mortas!

Esta frase tornou-se famosa após o lançamento do filme "O Sexto Sentido", em 1999. Obra que retrata algo muito mais comum do que se imagina, a condição de certas pessoas verem, ouvirem, sentirem a presença de Espíritos e até mesmo conversarem com eles, o que em Espiritismo denomina-se medianimidade, ou mediunidade. Temos sido convidados a vi­sitar alguns lares em que o medo (fruto da ignorância) toma conta de pessoas que não sabem como lidar com tal situação. Muitas pessoas se calam sobre tais acontecimentos em suas vidas, normalmente pelo me­­do da incompreensão, ridículo e até mesmo do pseudodiagnóstico de loucura. Nosso objetivo, hoje, é auxiliar aqueles que se encontram nesta situação.

No tocante à incompreensão, é razoável compreender, em uma sociedade ignorante em determinada área do conhecimento, que haja dificuldade em explicar tais fenômenos.  Galileu recebeu um pedido formal de desculpas do Papa João Paulo II somente 350 anos depois de morto. Portanto, é natural a in­compreensão daqueles que não se dedicam a estudar e compreender os fatos e se colocam simplesmente na condição de juiz, não demoremos sobre este prisma de caráter cultural.

 A maioria das pessoas têm se privado de buscar ajuda. Entendem que somente uma psicopatologia explica este fenômeno e têm receio de serem tidas como loucas e internadas em clínicas psiquiátricas. É evidente que, em alguns casos, é correta tal afirmativa, mas esta não é a única explicação aceita pela própria ciência médica. Tanto é que o próprio CID 10 (Compêndio In­ternacional de Doenças) se pronuncia assim no item F44.3- Estados de transe e possessão: "Devem aqui ser in­cluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito".

Portanto, se a pessoa detém controle sobre o fenômeno e permite que as manifestações aconteçam apenas no local e horário coerente, que dentro do contexto Espírita são as reuniões mediúnicas, a psiquiatria não tem autoridade para diagnosticar nenhum transtorno mental ou de comportamento. O estudo e a transformação moral trazem ascendência ao médium sobre os fenômenos, resultando em qualidade de vi­da para este. Por outro lado, a não aceitação e a ig­norância sobre esta ciência podem resultar em transtornos futuros devido aos traumas psicológicos que tais fenômenos incompreendidos, ocorrendo repetidas vezes durante a vida, podem acometer à psique do indivíduo.

A medianimidade é uma faculdade natural e deve ser compreendida para ser controlada. O Espiritismo é a ciência que melhor estudou e estuda tal faculdade, que a ciência oficial chama de metapsíquica e paranormalidade. Se você sofre em silêncio ou conhece al­guém que se enquadra no que descremos aqui, sinta-se à vontade em entrar em contato conosco. Uma coisa garantimos: serão compreendidos e não tratados como loucos. Que a paz do Cristo continue conosco!


Gustavo Ramalho

Colaborador da AME

ramalho1857@gmail.com

 



Notícia enviada por Rafaela Melo, no dia 02/08/2016




Comente esta Notícia

Galerias

Família Meireles se dedica a manter tradição viva e não deixar silenciar o som das Violas de Queluz

Enquetes

Qual notícia chamou mais sua atenção?


Enquetes 2


No momento, não temos nenhuma enquete ativa.


Colunistas




EXPEDIENTE

DIRETOR-PRESIDENTE E EDITOR: Luiz Fernando de Andrade GERÊNCIA GERAL: Clésio Samuel Luiz Peixoto SUB-GERENTE: Edmilson Moreira Dutra REDATORA: Juliana Monteiro REDATOR-ADJUNTO: Hugo Pacheco Jr. REPORTAGEM: Frances Santana / Rafaela Melo PAGINAÇÃO GRÁFICA: Daniel Vieira / Raquel Gonçalves PUBLICIDADE: Mara Rúbia de Oliveira Silva / Silvana Ribas REVISÃO E DIGITAÇÃO: Jussara Andrade COORDENADOR DE ESPORTES: Amauri Machado (DRT 08266) BANCO DE DADOS: P. de Souza SECRETÁRIA: Norma Aparecida Vitoreti Ramalho CIRCULAÇÃO: Valdiney Rodrigo Vieira Rodrigues IMPRESSORES GRÁFICOS: Wilson Ricardo de Souza / Willian Ribeiro CONSELHO EDITORIAL: Dr. José Álvaro Castanheira / Luiz Fernando de Andrade / Clésio Peixoto / Juliana Monteiro