Comunidade


Campanha busca doadores de medula para salvar a vida de João Pedro



O pequeno, mas bravo João Pedro Henriques de Assis, 7 anos, vive uma batalha diária pela vida. Diagnosticado com leucemia, ele busca um doador e ainda precisa melhorar seu quadro de saúde para poder se submeter a um transplante de medula. Parte da esperança está na campanha "Todos por João". Divulgada no Facebook, a iniciativa vem sensibilizando várias pessoas para fazer o cadastro no Hemominas e possível doação em caso de compatibilidade.

A mãe de João, Andreia Henriques Damião, 28 anos, moradora do bairro Jardim Europa (zona sul) explica que o cadastro de medula óssea é feito das 7h às 12h. Pode doar sangue e fazer o cadastro para doação de medula", diz, informando que ela e os irmãos de João já fizeram o teste. Os irmãos foram compatíveis entre si, mas não compatíveis com o João. O pai da criança ainda não realizou o teste.

Andreia conta que o drama de João começou quando ele estava para completar dois anos de idade. Segundo a mãe, João teve uma infecção de ouvido e uma desidratação. Ele foi encaminhado para o Hospital São Vicente e ficou internado por 15 dias. Depois recebeu alta, mas a infecção permaneceu. "Ele continuou tomando antibiótico, mas as plaquetas continuavam muito baixas. Então, resolveram repetir o exame de sangue e fui orientada a procurar um médico particular porque já havia a suspeita de que João estaria com uma doença mais grave", relata.

O diagnóstico

Em Belo Horizonte, no Hospital das Clínicas, foi constatado que João tinha leucemia. A mãe lembra que a primeira sessão de quimioterapia foi na véspera do Natal de 2010. Andreia conta que não sabia o grau da doença. "O mundo vai ao chão. Começamos a luta no dia 10 e outubro de 2010. Para constatar a leucemia ele foi submetido a um mielograma. Ele fez quimioterapia, radioterapia e punções lombares para evitar que a doença afetasse o sistema nervoso central. O primeiro período de tratamento durou dois anos.

Andreia lembra que, quando João estava com quatro anos, o câncer voltou, dessa vez no testículo. "Ele fez uma radioterapia local. Teve que reiniciar o tratamento e quando foi em abril de 2015 ele teve o diagnóstico de cura. Nesse período houve alguns acontecimentos em casa e ele ficou ausente do tratamento", diz, acreditando que a doença voltou em função do estado emocional dele. "Ele começou a ficar cansado e com dores de cabeça. Teve um dia que cheguei com ele nos braços e falei com a médica para interná-lo porque a doença havia voltado. Ele fez os exames e constatou que ele estava com câncer no sistema nervoso central. Descobrimos que a do­en­ça também estava no testículo e na medula, onde foi eliminada mais rápido. Já no sistema nervoso é mais complicado e vários tratamentos estão sendo feitos", conta a mãe, afirmando que semanalmente, vai com João até Belo Horizonte. Nas terças-feiras, João faz consulta e exames e nas quartas, faz a quimioterapia. A cada 15 dias, ele é internado para se submeter a uma quimioterapia mais forte.

Dia a dia de João Pedro

Apesar de todas as adversidades, Andreia diz que João é uma criança alegre, comunicativa e feliz. Gosta de jogar vídeo game, andar de bicicleta, estudar e assistir a filme. "Mesmo enfrentando tudo isso, ele está bem. Quando vejo que está triste, já levanto o astral dele. Acho que é por isso que ele está bem até hoje. Ele está no segundo ano. Quando o João é internado, os professores mandam para ele as atividades. Todos abraçaram a causa", conta, afirmando que é mãe de outras duas crianças, Luiz Felipe Henriques de Assis e Ana Clara Henriques de Assis.

Doação de medula

João está no cadastro do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Mas, como a doença está no sistema nervoso central, ele não poderia fazer o transplante agora, mesmo tendo um doador compatível. O garoto sempre reagiu bem aos tratamentos e já reduziu o câncer. "Ele também usa medicamentos em casa. Alguns o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece, outros são comprados pela mãe e custam muito caro, entre R$ 40 e R$ 50. Ele também usa outros medicamentos e quem puder nos ajudar será bem vindo", diz a mãe.

A família de João sobrevive com um salário, que é o auxílio-doença dele. "Passamos aperto e se alguém puder nos ajudar, agradecemos. Além, disso moramos com minha mãe e quero terminar a minha casa. Só não mudamos porque ainda não temos condições para terminar o acabamento, o encanamento e a instalação de luz. Quero viver com meus filhos na nossa casa", diz a mãe, ressaltando que seu filho conta com todo o suporte e tem uma equipe de nutricionista, psicólogo e dentista do Hospital das Clínicas. "Aqui em Lafaiete contamos também com o apoio da Asapac [Associação de Amparo a Pacientes com Câncer], que tem sido muito importante para nós", afirmou.

Para ajudar basta entrar em contato pelos números: (31) 9 9860-3006 (Claro) e 9 8670-7396 (Vivo).




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Escrito por Rafaela Melo, no dia 21/06/2016


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