Bom dia - Em Conselheiro Lafaiete - MG, hoje é Terça-Feira, 21 de Outubro de 2014 - Agora são: 06:40:37 Você esta aqui : Home - Educação - A volta ao debate sobre cotas universitárias
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A volta ao debate sobre cotas universitárias

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Não é preciso fazer muito esforço para perceber que a maioria dos negros é pobre e a maior parte dos pobres é negra. E, por extensão, está na escola pública. Este debate é necessário à democracia brasileira, que ainda é mais formal do que de fato.

Defendo as cotas raciais, desde que os negros atinjam a nota de corte para o acesso a cursos superiores e que esta nota seja real.  Não interessa ver os negros, mais uma vez, enganados nos seus direitos, com sua cidadania manipulada para fins eleitoreiros, ou para marketing de universidades que fazem dos problemas sociais um trampolim de propaganda para a aceitação social de sua imagem nos negócios. E está cheio disto por aqui e pelo Brasil afora.
“Quase dois em cada três brasileiros são a favor de cotas em universidades públicas tanto para negros quanto para pobres como para alunos da escola pública. Pesquisa nacional do Ibope feita a pedido do Estado mostra que 62% da população apoia a implementação dos três tipos de cotas - mecanismos que facilitam o acesso desses segmentos sociais às vagas do ensino superior.
Há variações significativas, porém. O grau de apoio muda de região para região, entre classes sociais, de acordo com a cor da pele do entrevistado e segundo o seu grau de escolaridade. Outra constatação importante da pesquisa é que há um apoio significativamente maior às cotas que levam em conta a renda (77%) e/ou a origem escolar (77%) dos pretendentes às vagas que às cotas baseadas só na cor autodeclarada do aluno (64%). Em contraposição aos 62% que apoiam todos os tipos de cotas, 16% dos brasileiros são contra qualquer uma delas, segundo o Ibope. Os restantes não souberam responder (5%) ou são a favor de um ou dois tipos de cotas, mas contra o terceiro: 12%, por exemplo, defendem cotas para alunos pobres e para alunos da rede pública, mas são contrários às cotas para alunos negros. A oposição às cotas para pobres, negros e alunos da rede pública ten­de a ser maior entre brancos, entre brasileiros das classes de consumo A e B, entre pessoas que cursaram faculdade e entre os mo­ra­dores das capitais e das regiões Norte e Centro-Oeste. Já o apoio à política de cotas nas universidades públicas é proporcionalmente mais alto entre quem estudou da 5.ª à 8.ª série, entre os emergentes da classe C, en­tre nordestinos e moradores de cidades do interior do país.
Essa diferença de perfil entre os contrários e os a favor sugere que aqueles que estão em busca de ascensão social e econômica tendem a ter mais simpatia por políticas que aumentem suas chances de chegar à faculdade, enquanto aqueles que já chegaram lá - a maioria sem ter se beneficiado desses mecanismos - têm maior probabilidade de serem contrários a esse favorecimento. Em nenhum estrato social, porém, a oposição às cotas nas universidades públicas é maior que o apoio a elas. Segundo o Ibope, num único segmento há empate. É justamente entre os brasileiros que já se formaram na faculdade - e, mesmo assim, só no que se refere à política de cotas para negros: 49% dos diplomados são contra e 49% são a favor. O resto não respondeu.
Como acontece com todos os estratos sociais, os brasileiros com nível superior são francamente a favor das cotas para alunos de baixa renda (78%) e para alunos originários da rede pública de ensino (75%). Por que, então, só 49% defendem as cotas por cor? Uma hipótese é que esse terço que apoia as duas primeiras, mas não a terceira, avalie que as cotas por renda e por tipo de escola de origem do aluno já sejam suficientes para cobrir as necessidades dos alunos negros, por se sobreporem.
Das três cotas, a cor é a única que não se baseia em critérios verificáveis, mas na autodeclaração de quem pleiteia a cota. Embora a resistência às cotas por cor seja maior entre quem cursou faculdade, ela aparece também entre outros segmentos sociais. Mesmo entre negros, que se beneficiariam diretamente delas, as cotas por cor recebe apoio menor que as cotas por renda e escola de origem: 26% dos negros são contra as cotas para negros, mas só 16% deles são contrários às cotas para pobres.
A pesquisa Ibope foi feita entre os dias 17 e 21 de janeiro. Foram realizadas 2.002 entrevistas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos porcentuais.”

FONTE:
http://estadao.br.msn.com/educacao/62percent-apoiam-cotas-para-alunos-negros-pobres-e-da-escola-p%C3%BAblica-diz-ibope. Acessado aos 17/02/2013.

José Antônio dos Santos
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