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Congonhas prepara 230° Jubileu do Senhor Bom Jesus

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Naquela íngreme ladeira sobem, todos os anos, milhares de pessoas, que saem de suas casas, muitas de cidades distantes, para suplicar, orar e agradecer pelas graças alcançadas. Lá no alto, 12 profetas assistem, atentos, às diversas demonstrações de religiosidade, fé e confiança no padroeiro. A maior festa religiosa de Minas Gerais, o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, na cidade de Congonhas, está de volta em sua 230ª edição. Na festa, que começa na quarta-feira, dia 7, e segue até o dia 14, os romeiros visitam o santuário e, em seguida, fazem compras nas barracas que ficam enfileiradas durante todos os dias do jubileu. A grande novidade deste ano será o show da banda Rosa de Saron no domingo, 11, a partir das 20h, na Romaria.

 

A infraestrutura do Jubileu na Cidade dos Profetas se intensifica a cada ano para atender à população e aos visitantes. Nesta edição da festa, a Comissão Permanente do Jubileu deixará a infraestrutura montada entre os dias 3 a 18. As polícias Civil e Militar, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros fazem parte da organização do evento. A estimativa de público é de 25 mil nos fins de semana e oito mil nos demais dias. De acordo com a Prefeitura Municipal, para o apoio aos romeiros haverá duas tendas, uma na praça Portugal e uma na praça Bandeirantes, além de um posto na Romaria. A assistência será prestada por 15 pessoas, que contam com três veículos.

No início da ladeira, na praça Bandeirantes e no palco em frente à Basílica estarão disponíveis mapas indicativos de toda a área do jubileu. Já o trânsito de ônibus e caminhões ficará proibido, com bloqueio físico, nas ruas Dom Muniz, Major Sabino, Dom Pedro II, João Paulo Arges, São José e na Travessa Timbiras. Também será proibida a entrada de veículos em toda a área da festa. As barracas serão instaladas nas ruas Bom Jesus, Dom Rodolfo e esquina com Visconde de Congonhas, Dom Rodolfo até a praça Bandeirantes, Doutor Paulo Mendes até o restaurante; alameda Cidade Matosinhos de Portugal e praça Santo Afonso. Este ano, foi criada a Praça de Alimentação na alameda, próximo à entrada da Romaria. O trabalho da segurança ficará a cargo das polícias Militar e Civil, além da Guarda Municipal. A Prefeitura também contratou uma equipe de segurança particular para dar apoio à organização. O Jubileu ainda conta com o apoio do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil.

Programação -Na abertura oficial do jubileu, no dia 7, as missas serão celebradas às 6h30, 10h, 15h e às 18h. Durante os dias 8 a 13, serão às 6h, 8h, 10h, 15h e às 18h. No encerramento, as celebrações serão às 6h, 8h, 10h e às 15h. Em todos os dias da festa haverá confissões das 6h às 11h30 e das 13h30 às 17h.

Congonhas, os romeiros e o jubileu

Para o reitor da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, padre Benedito Pinto da Rocha, a existência de Congonhas como ela é hoje se deve à devoção ao Bom Jesus. De acordo com o reitor, o envolvimento da Prefeitura para ajudar a organizar o evento é essencial. “Sempre houve entrosamento entre a Prefeitura e a igreja, de modo que a logística e o sentido religioso da festa se completem”, afirmou padre Rocha.

Como grande parte dos romeiros é formada por pessoas carentes, a igreja disponibiliza o abrigo dos pobres, criado em substituição à Romaria e às casas na lateral direita do Santuário, que recolhiam os devotos que se deslocavam de suas cidades. A sociedade e o comércio doam alimentos que beneficiam hóspedes e outros necessitados. Voluntários cuidam da limpeza e da comida durante o Jubileu.

Ainda segundo o reitor, o dinheiro ofertado pelos romeiros durante o jubileu é utilizado para manter a basílica durante o ano. “Há as pessoas que preferem reproduzir a parte do corpo curada em cera, que derretemos para produzir vela, mas àqueles que querem fazer uma peça difícil, como a cabeça, e contam com poucos recursos financeiros, sugerimos que ofereçam apenas o valor do material”, explica.

Manifestação de fé

O Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos de Congonhas acontece há 247 anos, atraindo romeiros de todo o país. Um dos locais mais visitados, além do interior da basílica, onde está a milagrosa imagem do Cristo morto, é a sala dos ex-votos ou dos milagres, onde as pessoas deixam, como registros das graças alcançadas, quadros, retratos, imagens, peças em cera, muletas, velas etc.

A festa surgiu da devoção ao Bom Jesus, propagada por Feliciano Mendes, desde 1757, que começou a peregrinar pelas cidades com uma imagem do santo num oratório portátil, angariando esmolando para construir o santuário. Após a sua construção, o local tornou-se referência não apenas por causa da romaria de fiéis, mas também pelo conjunto arquitetônico barroco que se constituiu, com peças de arte de Aleijadinho e de Athayde, dois mestres da Minas colonial.

O jubileu, instituído pela Igreja Católica, é um período em que se concedem graças àqueles que forem até o privilegiado, neste caso, o Santuário do Bom Jesus de Congonhas, e cumprir com alguns preceitos, para que possam lucrar as indulgências prescritas pela Bula. Entre esses preceitos, a pessoa deverá estar em estado de graça (ter-se confessado e comungado) e praticar um ato de caridade.

Outros locais na arquidiocese de Mariana também possuem privilégio de celebração de jubileu. Uma delas é na localidade de Santo Antônio do Pirapetinga (Barcalhau), distrito de Piranga. No mês de agosto, todos os anos, celebra-se o tradicional Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau, atraindo, também, milhares de fiéis. Em Senador Firmino celebra-se o Jubileu de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro, e em Barbacena é tradicional o Jubileu de São José, nos meses de abril e maio.

Patrimônio Histórico

Os maiores nomes da arte colonial mineira deixaram sua marca no Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, da segunda metade do século XVIII até o final do século XIX. Dentre eles, João Nepomuceno (pintura dos quadros da nave e capela mor e teto da nave), Bernardo Pires (teto da capela mor e altar de São Francisco de Paula), Mestre Ataíde (retoque do teto da nave e policromia dos passos Ceia, Horto e Prisão), Lima Cerqueira (acréscimo das torres), Francisco Vieira Servas (anjos da tarja e altar mor, este em parceria com João Antunes) e Jerônimo Félix Teixeira (altares colaterais e portada em pedra-sabão).

A obra de Aleijadinho em Congonhas é composta de 66 imagens esculpidas em cedro expostas nas capelas dos Passos da Paixão, seis relicários no interior da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e os 12 profetas talhados em pedra sabão, no adro da Basílica. Esse legado proporcionou a Congonhas o título de Patrimônio Cultural Mundial, reconhecido pela Unesco, em 1985. Em 2004, o conjunto foi eleito “A Imagem de Minas”, por votação popular por meio de um concurso realizado pela Rede Globo Minas.


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Última atualização ( Qua, 07 de Setembro de 2011 16:35 )  

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