Pesca

O primeiro peixe da minha filha

O ano que se encerra para a pesca em rios e lagoas marginais no dia 30 de novembro se mostrou muito fraco em termos de captura de peixes. Diversos fatores acumulados nos últimos anos, principalmente a falta de chuvas regulares, determinaram uma queda acentuada na população dos peixes. Como consequência, foram poucas pescarias com bom rendimento.        

Mas como o pescador não desiste nunca, surgiu a oportunidade de visitar o rancho Cinco Amigos em duas oportunidades durante o mês de outubro. E lá fomos nós. Frequentamos o local há mais de 8 anos e nunca, durante este período, ninguém pescou na segunda quinzena do mês de outubro. Isso porque as chuvas sempre começavam nesta época e logo deixavam as águas barrentas.

Neste ano, as chuvas não compareceram. Na primeira vez, aproveitando o feriado do dia 12 de outubro e a vontade que minha filha Lívia demonstrou em conhecer o rancho novo, fomos eu, ela, o esposo dela (Marcos Vinícius) e minha esposa, a Fátima. Vivemos dias tranquilos, de muito descanso, cerveja com peixe fresquinho e tudo de bom que a natureza nos oferece. Para minha surpresa, o volume de água estava uns 30cm acima do verificado no mês de junho - última vez que tinha ido lá.

Sem muito tempo para pescar, ainda assim, conseguimos bons exemplares, principalmente de matrinchãs e pacus. O mais importante disso tudo foi que a Lívia teve a oportunidade de fisgar seu primeiro pei­xe: uma bela matrinxã, que após alguns saltos foi embarcada. Foi bacana ver a emoção dela. Na segunda oportunidade, na última semana de outubro, fomos eu, Chiquinho, André e o Barão. Saímos na madrugada de sábado e viajamos sob chuva até Corinto. Em Pirapora, fomos informados de que tinha chovido a noite toda.

Achei que encontraríamos o rio com água suja, mas, para nossa surpresa, o rio estava limpo e com volume de água muito baixo. Em locais onde, normalmente, navegamos com dificuldade, desta vez, a alternativa foi descer e puxar o barco. Choveu bastante na região, principalmente na madrugada de domingo, sem alterar o volume e a cor da água.

Seria mentira dizer que estava muito bom de peixe, mas com bastante dedicação, conseguimos bastante peixes, principalmente matrinxãs, piaus, pacus e, desta vez, até duas traíras. Fechamos o ano com chave de ouro. Agora só nos resta torcer para que o período chuvoso seja generoso, para que o ciclo da natureza volte a se normalizar.


 


Ronaldo de Oliveira

Pescador e empresário

Contato: reidorioronaldo@gmail.com


Coluna enviada no dia 16/11/2017




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