Frei Tibúrcio

Frei 1395/2017

Agora vai

Lafaiete tem até o dia 12 de abril de 2019 para votar a lei e criar, efetivamente, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana (Plamurb). Caso esse importante instrumento não seja confeccionado, o município ficará impossibilitado, segundo a Lei 12587/2012, de receber recursos do governo federal. O Plamurb já funciona em cidades onde a qualidade de vida é prioridade e deveria ter sido criado em abril de 2015. Portanto, há quase 3 anos.

Na moita

Pegou muito mal para a Egrégia Municipal tentar aprovar, na surdina, um aumento de salários para os funcionários daquele trepidante recinto. A medida rachou, literalmente, o plenário do Legislativo, com oito edis a favor do reajuste e outros cinco contra. O projeto ainda será discutido pelo plenário, mas a confusão já começou. Quem é contra, acha que aumentar salário agora é inoportuno, diante da grave crise por que passa a cidade. Por outro lado, a turma que defende o reajuste, acha que os servidores têm direito e a majoração é legal. O que não pode acontecer é o Legislativo tentar aprovar uma matéria dessa importância ?na moita?.

Comércio virtual

Nesta semana, uma reportagem do Jornal CORREIO, publicada nas versões impressas e digital, deu muito pano para manga. A maioria das pessoas comentou a reportagem dos presidentes da CDL-CL e Sindcomércio e se posicionou a favor de compras na internet, detonando o comércio presencial. No entanto, é o comércio da nossa cidade e a prestação de serviços que empregam o maior contingente de trabalhadores da cidade - pelo menos 4.200 pessoas. Se esse comércio quebrar, as lojas virtuais vão continuar oferecendo seus produtos, mas muitas pessoas da cidade não vão poder comprar, por absoluta falta de grana.

Comércio físico

Ao contrário do virtual, o comércio de Lafaiete gera empregos, renda e faz o dinheiro circular na cidade. Nas lojas virtuais, a maioria dos recursos vão para outras cidades, outros estados e NÃO geram um só emprego para a nossa pobre e nauseabunda cidade. Mesmo sabendo que há falhas, atendimento ruim e, muitas vezes, falta de humildade para reconhecer e melhorar os próprios erros, ainda assim este colunista prefere o nosso centro de compras. Oremos.

Que coisa

Os servidores públicos mais bem pagos do Brasil, os do Judiciário, gozaram, nesta semana que passou, de vários dias de recesso. No ano, as folgas com prolongamento de feriados devem reduzir a jornada da categoria em um mês, sem prejuízo das férias de 60 dias e das férias-quinquênio. Se contados ainda os dias de licença e de atrasos, as saídas antecipadas e todas as ausências chega-se à conclusão de que a elite do setor público trabalha não mais que uns 60% do ano; quem trabalha além disso é por desejo próprio. Esse povo deve achar que mora em outro país, não no Brasil. Deu na coluna de Raquel Faria.


Coluna enviada no dia 16/11/2017




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