Esporte

A desorganização de Lafaiete na Copa Amalpa

A situação da seleção de Lafaiete na disputa da Copa Amalpa é cada vez mais complicada e dificilmente terá uma solução favorável ao desporto. Cada um está lavando as mãos ao seu jeito e saindo fora devagarinho. Problemas das mais diversas formas são vividos pelas outras seleções. Porém, como nestas equipes existe quem se preocupa com a reputação esportiva do município, as situações são resolvidas ou, no mínimo, trabalhadas.

Depois de se apresentar com apenas 10 atletas contra Casa Grande, dia 24, Lafaiete foi a campo no domingo, dia 1º, com apenas nove elementos. Um zagueiro foi improvisado no gol e depois chegaram mais dois, com o jogo em andamento. Des­ta vez, não teve como evitar a derrota por 3 a 1 para Itaverava. Às 14h55, portanto, faltando cinco minutos para o início do jogo, havia no vestiário seis atletas. Antes, dia 9, Lafaiete já havia comparecido em Lamim com 14 atletas, sendo dois goleiros. Uma saída antecipada, nesse caso, de Lafaiete, avacalha qualquer competição.

Como se nota, a desorganização vem de longa data e, até aqui, ninguém fez nada ? ou se fez, foi tão escondido que ninguém notou - para se evitar um vexame maior. No futebol se considera a hierarquia: presidente, diretor, chefe de departamento, técnico e jogadores. Aos primeiros sinais de que a caminhada não está sendo correta, o presidente chama o diretor e o chefe de departamento para uma reunião. A partir daí, as atitudes são to­madas e, muitas vezes, o barco se salva.

No caso de Lafaiete, a omissão é visível de ci­ma para baixo. Algumas colocações pontuais dão conta de que estão querendo para Cristo o técnico Pedro Tucano, que é exigente, tem seu jeito de trabalhar e colhe resultados. Se este é o problema, que agradeçam o Pedro a colaboração e digam ?não temos condições ou não sabemos como fazer para administrar esta caminhada?. Aliás, são situações típicas que o treinador na competência do Pedro não precisava passar na altura de sua vitoriosa vida esportiva.

Os ?medalhões? e craques das outras cidades es­tão participando por suas seleções e, caso se des­cubra que o técnico não seja culpado sozinho, que se troque o diretor, que se troque o chefe do departamento, que se faça alguma coisa. O grupo de jo­gadores não pode ser mudado, porque as inscrições já se encerraram, mas alguns podem ser ex­cluí­dos. Já passou da hora do prefeito Mário Mar­cos convocar o secretário Moisés Matias e o chefe de departamento Renato Pelé para uma apuração.

Aqui estamos dando voz à comunidade esportiva. Tem muita gente decepcionada com o rumo e o pouco caso com o qual está sendo ?tocada? a crítica situação da seleção. Tem gente que aposta que Lafaiete não terá número legal de jogadores para enfrentar Santana dos Montes neste domingo e já faz conta para alcançar a liderança na competição. Caso isso aconteça, a seleção da cidade sede da Amalpa estará eliminada do atual certame e do próximo. E de nada valerá a inteligente sugestão do Pedro Tucano de se reservar uma data ?Amal­pa? para a disputa da competição a partir de 2018.

Aos olhos da comunidade, a coisa começou errada quando não se identificou se a seleção seria varzeana ou amadora. O futebol amador na cidade minguou e acabou de 2012 para cá. Talvez fosse uma saída a devolução da direção da seleção, que visivelmente é varzeana, a quem exerça liderança nesta ?praia?. Só para se ter uma visão, quem escolheu a maioria dos nomes para compor o diminuto elenco e a toque de caixa ? 26 atletas - foi o chefe de departamento Renato Pelé, para que esse elenco fosse treinado e comandado pelo Pe­dro Tucano. Todas as demais seleções inscreveram 30 jogadores. O futebol não é tão difícil como essas pessoas o fazem.

Dá tempo de se recuperar? Claro que dá! Mas algo tem que ser feito, muito além da omissão vista até aqui. Senão, o vexame será grande. Já perdemos referência em muitas coisas para as cidades da região e, agora, estamos virando ?chacota? no futebol regional, onde já fomos liderança. (Amau­ri Machado)


Coluna enviada no dia 13/10/2017




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