Segunda, 06 de Julho de 2020
Silvio Lopes


O Fartum



Não existe escrúpulo entre a casta que domina. Pode acontecer que sintam ojeriza – repulsa – ao que escrevo. Que faço? Criar anexos repletos de pedidos de desculpas, não aglutinariam os ornamentos da mentira com a verdade. A questão deflagrada – inflamada com chama intensa – não se aquieta com nenhum defumador existente na terra. Eis que degolar a imagem é bem mais difícil que degelar o que se sabe. Devo, então, calçar a alma, empedrar minha mão que escreve, calcinar minha caneta e voz. Não posso sair em viagem, em fuga. Estranho que as montanhas não possuam um cais por perto. Estou impedido de embarcar e, outrossim, não existe desembarque para essa alma que precisa enxofrar o acontecido. Salvar esse pedaço de “pátria”, imolada no ódio, não depende mais de epifania – aparição ou manifestação divina - considerando-se que hoje é quinta – feira. Em sendo assim, a revolta há de arder viva no meio da praça e toda carta do falso apóstolo cairá nas mãos de um faz-tudo exalando fartum.

Sílvio Lopes de Almeida Neto
28/05/2020



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Escrito por Silvio Lopes, no dia 29/05/2020

Silvio Lopes de Almeida Neto


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