Pesca

Pescando dourados com colher no rio Paraná

Como fazer a pesca de dourado com colher? Estávamos pescando dourados na modalidade de bait casting em uma região do rio Paraná farta de peixe, mais precisamente, em Paso de La Pátria, em Corrientes, na Argentina. Nada melhor, então, do que voltar ao passado e oferecer para o bom e velho dourado uma comida que provavelmente desde muito tempo ele já não comia. Com alguns poucos arremessos, consegui perceber a primeira vantagem da colher em frente das iscas de barbela tradicionais. E depois foram mais cinco.
1ª vantagem: excelente capacidade de ser trabalhada nas mais diversas profundidades. Como são fabricadas com metal, o pescador possui o domínio para determinar em que profundidade será melhor trabalhá-la, desde o ponto mais fundo até a superfície. Em nosso caso, como a pescaria se dava em uma época mais fria, necessitávamos que nossas iscas descessem um pouco mais, pois os grandes dourados estavam comendo mais no fundo.
2ª vantagem: pouco arrasto. Principalmente nessa pescaria, realizada nas fortes corredeiras, a baixa resistência que a isca oferece quando é recolhida é importante porque cansa menos o pescador.
3ª vantagem: possui acessório antienrosco. Como o dourado é um peixe que costuma ficar próximo das pedras, de galhos caídos no rio, essa isca nos permite fazer arremessos mais audaciosos e buscar o peixe em locais onde costumeiramente outras iscas enroscariam.
4ª vantagem: fisga com facilidade e dificilmente escapa. Por possuir apenas um anzol, depois de fisgado, o dourado tem dificuldade em cuspir a isca. Ao contrário das tradicionais artificiais, que quando abocanhadas pelo dourado ficam ?soltas? do lado de fora da boca do peixe, a colher geralmente é cravada bem no canivete e fica firme, dificultando que o dourado jogue a isca longe quando salta.
5ª vantagem: produz muito brilho. Geralmente cromadas, quando se pesca com sol alto no céu, refletem a luz, chamando a atenção dos predadores que a veem de longe e que a atacam com vontade.
6ª vantagem: a grande vantagem e talvez a mais importante, que torna essa isca antiga tão pegadeira, é o seu nado extremamente atraente, mesmo sendo considerada rudimentar. Ex­pe­rimentamos trabalhar de duas maneiras principais: com recolhimento contínuo e com toques de ponta de vara. O trabalho contínuo fez a isca trabalhar um pouco mais depressa e ela acabou sendo menos efetiva, talvez pela época em que foi utilizada. Quando alternamos o recolhimento com trabalho de ponta de vara e pequenas paradinhas, a efetividade realmente foi espantosa.
Surpreendeu-me a quantidade de ações que tivemos após começarmos a utilizar a colher. O único problema foi quando optamos pela não - utilização do cabo de aço. Isso nos rendeu algumas perdas de iscas e peixes respectivamente. Preferimos usar um mono 0,62 como líder, que torna o nado da isca mais atraente e aumenta consideravelmente a efetividade de arremessos e fisgadas. Ao utilizarmos o cabo de aço, tivemos uma diminuição das ações e perda de iscas, por sacrificar a apresentação e o trabalho dela.
Nosso objetivo nesta pescaria foram os dourados, mas além deles algumas outras espécies foram capturadas com a colher, tais como piracanjubas, piraputangas e uma intrometida fêmea de jacundá! Isso comprova que a colher é, sem dúvida alguma, uma boa isca também para outras espécies.


Coluna enviada no dia 05/07/2018




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