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Nível do São Francisco, em Três Marias, sobe e traz alento aos pescadores



Depois de meses preocupantes, os pescadores que se aventuram nas águas do Rio São Francisco, abaixo da represa de Três Marias, já começam a vislumbrar um cenário menos tenebroso.  O nível do lago, que bateu os 6% em 18 de novembro de 2017, raspou os 18% no primeiro dia do ano e ficou na casa dos 25% ao fim de janeiro, agora já começa a subir. Segundo informações que podem ser acompanhadas na página da Cemig (http://www.cemig.com.br/pt-br/ a_ce­mig/nossos_negocios/usinas/Paginas/Tr%C3%AAs_Marias_dados.aspx), o volume útil final do reservatório da usina hidrelétrica de três Marias chegou a 47,1% no dia 12 deste mês. Um alívio não só para quem se rende a uma boa pesca, como para todos aqueles que se preocupam com o meio ambiente.

Durante essa seca, pescadores de nossa cidade que têm rancho na região e que estiveram por lá, informaram que quase ninguém se aventura a tentar a navegação, nem pescadores, nem ribeirinhos e muito menos a polícia ambiental, já que o risco de um acidente é mui­to grande. O fato é que, passado o período de maior baixa, ainda não se sabe ao certo o motivo dessa oscilação, que parece não se restringir aos fatores ambientais.

Mas se os basearmos nos dados diários do reservatório de Três Marias, não fica difícil concluir que a Cemig manteve uma va­zão de saída maior durante quase todo ano, visando a suprir a falta de água no reservatório de Sobradinho na Bahia. Por esse motivo, o nível se manteve razoavelmente bom até a data limite de 18 de novembro, quando o nível da represa chegou a seu ponto crítico (6,0%), forçando o fechamento das comportas, com a consequente diminuição da vazão.

Com a chegada do período chuvoso e a vazão baixa, nota-se a recuperação gradual do volume do lago, atingindo no dia 28 a mar­ca de 25,5%, praticamente a mesma do último ano. Isto quer dizer que, se a represa de So­bradinho conseguir se manter, o nível da represa de Três Marias, apesar de não mui­to confortável, deverá romper mais um ano sem grandes problemas.

Importante também ressaltar que este ano tem chovido mais na região, dados também comprovados pela Cemig: em janeiro de 2017 a vazão de entrada foi de 11.203.000 e em janeiro de 2018, até o dia 28 já atingiu 16.027.000. É esperar para ver. Observação: todos os dados de vazão são em metros cúbicos por segundo. Do fim de janeiro para cá, o nível continuou subindo aos poucos. Atravessou o curto fevereiro indo de 26,4% a 34,8%, fechou 31 de março na casa dos 45,5 e, agora, ao fim do 1° terço do mês, chega aos 47%.

 

 

 


Escrito por Pesca, no dia 29/04/2018