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Orientação profissional: hora de amadurecer por ?livre e espontânea pressão?



 Os créditos deste texto são exclusivos das psicólogas Rosilene Andreia Carvalho e Catllen Nascimento Alves. Moram e atuam em nossa cidade. Os contatos estão abaixo. Estamos combinando de oferecer uma palestra gratuita aos estudantes do ensino médio, a seus pais ou responsáveis e seus professores. Aguardem. 

?Há uma máxima que diz que suas escolhas definem você. E em se tratando da escolha profissional, esta opção pode defini-lo para o resto da vida. Você não será mais só o fulano: você será o fulano ?psicólogo? ou o fulano ?engenheiro?, o fulano ?médico?, fulano ?mecânico?, ou, ainda, fulano ?encanador? etc.

Talvez este seja um dos motivos que dificultam a decisão da ocupação eleita em um universo tão diversificado de profissões. Outros complicadores seriam mais ligados a questões relativas à idade em que essas escolhas geralmente ocorrem, já que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fies (financiamento estudantil destinado a ajudar brasileiros de baixa renda a pagarem a mensalidade da faculdade particular) ou a escolha de um curso técnico são feitos, com maior frequência, dos 17 aos 20 anos.

São idades complicadas e sob a influência de diversas questões angustiantes, como o fim da adolescência, início de mais responsabilidade, período da busca da construção da identidade, relacionamentos amorosos mais comprometedores, conflitos familiares pela busca de autonomia, possibilidade de dirigir, comprar bebidas alcoólicas e frequentar festas animadas. Enfim, um turbilhão de desordens e subversões internas, acompanhadas da pressão cultural da família e da sociedade, para que o jovem defina o seu lugar no mundo.

E esta escolha não deve ser feita considerando somente a vocação. Uma escolha mais consciente, com menores chances de equívocos ou arrependimentos, deve considerar, também, o interesse e as possibilidades. Muitas vezes, o jovem tem o que chamamos de vocação, ou seja, uma inclinação, uma tendência, uma habilidade para determinadas atividades, mas não tem interesse ou não se vê fazendo isto pelo resto da vida. Outras vezes, ele tem vocação, interesse, mas suas possibilidades, situação financeira, familiar, religiosa, dentre outras, o impedem de ir por determinado caminho. É preciso uma junção das três coisas e a projeção de um futuro feliz.

A maioria das pessoas não gosta de se imaginar numa função ?chata? e não prazerosa pelo resto da vida! É claro que, devido a contingências como crise econômica e necessidade de se sustentar, prover os filhos e pagar uma faculdade, nos submetemos a atividades remuneradas nem sempre aspiradas, mas devemos considerar que somos seres mutantes, dotados de capacidades de transformar nossa realidade, motivados por desejos e sonhos de satisfação pessoal.

Contudo, não são raras às vezes em que um apoio a mais é necessário nesta etapa tão complicada de nossas vidas. É neste momento que um profissional pode auxiliar na busca de uma escolha mais acertada com a nossa maneira de ser e de ver o mundo. Não há escolha nem respostas certas para a vida! Existem aquelas que são mais apropriadas a você em determinados momentos. E um psicólogo, especializado no trabalho de Orientação Profissional, pode ?iluminar? este caminho, que pode parecer tão obscuro. Quando tomamos decisões que se aproximam mais do nosso verdadeiro desejo, da nossa essência e valores, as chances de não errar quando se está na marca do pênalti são bem menores?.


José Antônio dos Santos

Mestre pela UFSJ

Contato: joseantonio281@hotmail.com

Serviço

Psicóloga Catllen Nascimento Alves - 99458-2333 e 99102-1712

Psicóloga Rosilene Andreia Carvalho - 997686496 e 98594-3616

Endereço: rua Afonso Pena, 375, 2º andar,

sala 10. Centro, em Lafaiete.


Escrito por Educação, no dia 29/04/2018